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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 5)
Mais uma rodada do Campeonato Brasileiro se encerra e o campeão está longe de ser definido. Agora restam 5 jogos, 15 pontos e 5 fortes candidatos.
O Corinthians continua líder com 58 pontos, apesar de ter perdido seu jogo para o América-MG, em Uberlândia, com uma torcida toda ao seu favor (o Coelho deixou de atuar em Sete Lagoas para arrecadar com a presença dos paulistas, que lotaram o estádio). O Vasco se mantém na vice-liderança com a mesma pontuação e uma vitória a menos. O Gigante da Colina também perdeu sua partida e tem que agradecer aos mineiros por terem complicado a vida dos paulistas. Nos próximos 5 jogos terão 3 clássicos. Todos brigam pela conquista do Campeonato. É a Taça Guanabara em forma de Brasileirão 2011.
O 1º desses clássicos acontecerá na próxima rodada (34ª), no domingo, contra o Botafogo, 4º colocado com 55 pontos. Se o Glorioso tivesse vencido no sábado, teria assumido a liderança pelo critério de desempate. Jogou mal e acabou perdendo para o Figueirense em pleno Engenhão. Final de semana que vem, no mesmo estádio, terão uma nova chance jogar melhor e chegar à ponta, caso derrotem os rivais vascaínos.
Nota 1: A derrota do Vasco, diante de uma Vila Belmiro lotada, no retorno de Ganso (que jogou os 90 minutos), pode ser considerada normal. Era um placar provável. O improvável foi a forma como o time jogou. Aliás, o time só jogou na 2ª metade do 1º tempo. O início de jogo foi muito fraco, com direito a gol sofrido aos 3 minutos e muitos passes errados. A 2ª etapa toda também foi assim e o resultado poderia ter sido mais elástico, apesar dos sérios erros de arbitragem contra o Cruzmaltino. Fellipe Bastos e Eder Luis fizeram outra péssima partida.
Nota 2: Diferente do rival na disputa pelo título epicitado, o resultado dos corintianos não era previsto. Esperava uma partida equilibrada (talvez até com uma vitória dos mineiros), caso fosse na Arena do Jacaré, onde o Coelho ganhou 19 dos últimos 25 pontos disputados. Lá, derrotou Vasco por 4x1, por exemplo. Em Uberlândia, diante de milheres de torcedores rivais, desacreditei no sucesso do América. O Corinthians, como todo clube grande que está disputando um campeonato de pontos corridos, não pode perder pontos assim. O resultado foi justo e o América foi, de fato, melhor.
O Tricolor surpreendeu e venceu o Internacional em pleno Beira-Rio. Chegaram aos 56 pontos e ocupam a 3ª posição. O critério de desempate também pode ajudar o time das Laranjeiras a chegar ao título. É a equipe que mais venceu no Brasileiro (18 vezes).
Uma vitória do Colorado reforçaria meu antigo pensamento de que o Fla corria sérios riscos de ficar fora da Libertadores de 2012. Uma ascensão dos gaúchos e a subida do Figueirense poderiam, para mim, retirar o Rubro-Negro da competição do ano que vem. Não acho mais. O Flamengo também venceu seu jogo (5x1 no Cruzeiro) e se distanciou um pouco desses dois rivais. Ainda tem um confronto direto, dentro de casa, contra o Inter. Continuo apenas pensando que o time não deve ser campeão, embora seja, claro, um candidato e esteja na disputa.
O Corinthians continua líder com 58 pontos, apesar de ter perdido seu jogo para o América-MG, em Uberlândia, com uma torcida toda ao seu favor (o Coelho deixou de atuar em Sete Lagoas para arrecadar com a presença dos paulistas, que lotaram o estádio). O Vasco se mantém na vice-liderança com a mesma pontuação e uma vitória a menos. O Gigante da Colina também perdeu sua partida e tem que agradecer aos mineiros por terem complicado a vida dos paulistas. Nos próximos 5 jogos terão 3 clássicos. Todos brigam pela conquista do Campeonato. É a Taça Guanabara em forma de Brasileirão 2011.
O 1º desses clássicos acontecerá na próxima rodada (34ª), no domingo, contra o Botafogo, 4º colocado com 55 pontos. Se o Glorioso tivesse vencido no sábado, teria assumido a liderança pelo critério de desempate. Jogou mal e acabou perdendo para o Figueirense em pleno Engenhão. Final de semana que vem, no mesmo estádio, terão uma nova chance jogar melhor e chegar à ponta, caso derrotem os rivais vascaínos.
Nota 1: A derrota do Vasco, diante de uma Vila Belmiro lotada, no retorno de Ganso (que jogou os 90 minutos), pode ser considerada normal. Era um placar provável. O improvável foi a forma como o time jogou. Aliás, o time só jogou na 2ª metade do 1º tempo. O início de jogo foi muito fraco, com direito a gol sofrido aos 3 minutos e muitos passes errados. A 2ª etapa toda também foi assim e o resultado poderia ter sido mais elástico, apesar dos sérios erros de arbitragem contra o Cruzmaltino. Fellipe Bastos e Eder Luis fizeram outra péssima partida.
Nota 2: Diferente do rival na disputa pelo título epicitado, o resultado dos corintianos não era previsto. Esperava uma partida equilibrada (talvez até com uma vitória dos mineiros), caso fosse na Arena do Jacaré, onde o Coelho ganhou 19 dos últimos 25 pontos disputados. Lá, derrotou Vasco por 4x1, por exemplo. Em Uberlândia, diante de milheres de torcedores rivais, desacreditei no sucesso do América. O Corinthians, como todo clube grande que está disputando um campeonato de pontos corridos, não pode perder pontos assim. O resultado foi justo e o América foi, de fato, melhor.
O Tricolor surpreendeu e venceu o Internacional em pleno Beira-Rio. Chegaram aos 56 pontos e ocupam a 3ª posição. O critério de desempate também pode ajudar o time das Laranjeiras a chegar ao título. É a equipe que mais venceu no Brasileiro (18 vezes).
Uma vitória do Colorado reforçaria meu antigo pensamento de que o Fla corria sérios riscos de ficar fora da Libertadores de 2012. Uma ascensão dos gaúchos e a subida do Figueirense poderiam, para mim, retirar o Rubro-Negro da competição do ano que vem. Não acho mais. O Flamengo também venceu seu jogo (5x1 no Cruzeiro) e se distanciou um pouco desses dois rivais. Ainda tem um confronto direto, dentro de casa, contra o Inter. Continuo apenas pensando que o time não deve ser campeão, embora seja, claro, um candidato e esteja na disputa.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 4)
Viradas, erros de arbitragem e mudança na liderança do Brasileirão. Tudo isso fez parte da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Agora, restam apenas 6 jogos para saber quem será o novo campeão. Veja como foram os principais jogos dos times que disputam o título:
1º) Corinthians:
O Timão, de virada, jogando mal e com um jogador a menos, suou para derrotar o Avaí, que briga para não ser rebaixado. A partida no Pacaembu terminou com a vitória de 2x1 para os donos da casa, que têm o mesmo número de pontos do Vasco da Gama, mas estão à frente pelo critério de desempate (número de vitórias). O próximo confronto será fora de casa contra o quase rebaixado América-MG.
2º) Vasco da Gama:
Depois de um 1º tempo equilibrado, o Cruzmaltino dominou na 2ª etapa e parou no goleiro Dênis. O substituto de Rogério Ceni fez muitas incríveis defesas e garantiu uma partida sem gols sofridos. No final, os vascaínos ainda puderam anotar mais um erro de arbitragem em suas contas. O juiz não deu um pênalti de Juan em Allan. Fim de jogo e 0x0 no placar.
Nota: Alecsandro tem sido perseguido pelos torcedores. Na partida contra o Aurora, após perder chance clara, teve que conviver com vaias a cada momento em que tocava na bola, gritos de "Tira o Alecsandro que é gol" e pedidos da arquibancada por "Elton". Tudo superado. O camisa 9, naquela mesma ocasião, marcou duas vezes e deu uma assistência. Hoje o aclamado centroavante Elton perdeu, pelo menos, 3 boas oportunidades. O que fazer agora? Vaiar e pedir "Alecsandro"?
3º) Botafogo:
O Alvinegro voltou a jogar bem, ganhou com gol de Loco Abreu (1x0) e está a apenas 3 pontos dos líderes. Enquanto esses jogarão fora de casa na próxima rodada, o Glorioso tem a vantagem de receber o Figueirense no Engenhão. Não será um jogo fácil. No 2º turno, o Figueira perdeu apenas UMA partida, tem a 3ª melhor campanha (24 pontos) e é o 5º melhor visitante do Brasileiro (23 pontos; 3 atrás do São Paulo, líder). Já o Botafogo é o melhor mandante da competição (37 pontos). Seguem como um dos grandes favoritos ao título.
4º) Fluminense:
O Tricolor é outro time que joga bem no Brasileiro. Venceu, de virada, o Ceará, com dois gols de Rafael Sóbis (2x1). É o clube que tem mais vitórias, junto com o Corinthians (17 vitórias). Não devem ser campeões, mas são candidatos ao título. Mais do que 5 pontos atrás para os líderes, há 3 times à sua frente. Uma diferença difícil de ser tirada em 6 rodadas.
5º) Flamengo:
Na volta de Ronaldinho Gaúcho ao Olímpico, o Flamengo sofreu a virada para um Grêmio apoiado por milhares de torcedores, os quais esgotaram os ingressos de seu estádio para hostilizar o agora rubro-negro. Depois de estar ganhando por 2x0, o clube carioca sofreu 4 gols e saiu derrotado por 4x2. O Fla oscila demais e não tem muitas opções táticas. Correm sério risco de não conseguir a classificação para a Libertadores.
6º) Internacional:
O Colorado, em ascensão, subiu uma posição nesta rodada. Venceu, fora de casa, o Atlético-Go por 1x0. Detentor de campanha idêntica à do Figueirense no 2º turno (6 vitórias, 6 empates e 1 derrota), o time é forte candidato à uma vaga na Libertadores. Arriscaria a dizer que no lugar do Flamengo. Próxima rodada há um confronto direto nessa briga contra o Fluminense, no Beira-Rio. Na 37ª o jogo é contra o Fla.
7º) São Paulo:
Tiveram bom 1º tempo contra o Vasco. O esquema com 3 zagueiros dificultou algumas ações ofensivas dos vascaínos, que jogaram sem Diego Souza. O time, na etapa inicial, trabalhava bem a bola ao redor da área vascaína e criava suas principais oportunidades de perigo com chutes de média distância. O 2º tempo foi bem fraco.
A demissão de Adilson Batista faz com que o Tricolor (50 pontos) seja quase descartado da disputa pelo título, pois o novo treinador, Leão, assume a equipe nas últimas rodadas e tem pouco tempo para trabalhar. Uma vaga na Libertadores deverá ser o máximo que o São Paulo pode conseguir.
1º) Corinthians:
O Timão, de virada, jogando mal e com um jogador a menos, suou para derrotar o Avaí, que briga para não ser rebaixado. A partida no Pacaembu terminou com a vitória de 2x1 para os donos da casa, que têm o mesmo número de pontos do Vasco da Gama, mas estão à frente pelo critério de desempate (número de vitórias). O próximo confronto será fora de casa contra o quase rebaixado América-MG.
2º) Vasco da Gama:
Depois de um 1º tempo equilibrado, o Cruzmaltino dominou na 2ª etapa e parou no goleiro Dênis. O substituto de Rogério Ceni fez muitas incríveis defesas e garantiu uma partida sem gols sofridos. No final, os vascaínos ainda puderam anotar mais um erro de arbitragem em suas contas. O juiz não deu um pênalti de Juan em Allan. Fim de jogo e 0x0 no placar.
Nota: Alecsandro tem sido perseguido pelos torcedores. Na partida contra o Aurora, após perder chance clara, teve que conviver com vaias a cada momento em que tocava na bola, gritos de "Tira o Alecsandro que é gol" e pedidos da arquibancada por "Elton". Tudo superado. O camisa 9, naquela mesma ocasião, marcou duas vezes e deu uma assistência. Hoje o aclamado centroavante Elton perdeu, pelo menos, 3 boas oportunidades. O que fazer agora? Vaiar e pedir "Alecsandro"?
3º) Botafogo:
O Alvinegro voltou a jogar bem, ganhou com gol de Loco Abreu (1x0) e está a apenas 3 pontos dos líderes. Enquanto esses jogarão fora de casa na próxima rodada, o Glorioso tem a vantagem de receber o Figueirense no Engenhão. Não será um jogo fácil. No 2º turno, o Figueira perdeu apenas UMA partida, tem a 3ª melhor campanha (24 pontos) e é o 5º melhor visitante do Brasileiro (23 pontos; 3 atrás do São Paulo, líder). Já o Botafogo é o melhor mandante da competição (37 pontos). Seguem como um dos grandes favoritos ao título.
4º) Fluminense:
O Tricolor é outro time que joga bem no Brasileiro. Venceu, de virada, o Ceará, com dois gols de Rafael Sóbis (2x1). É o clube que tem mais vitórias, junto com o Corinthians (17 vitórias). Não devem ser campeões, mas são candidatos ao título. Mais do que 5 pontos atrás para os líderes, há 3 times à sua frente. Uma diferença difícil de ser tirada em 6 rodadas.
5º) Flamengo:
Na volta de Ronaldinho Gaúcho ao Olímpico, o Flamengo sofreu a virada para um Grêmio apoiado por milhares de torcedores, os quais esgotaram os ingressos de seu estádio para hostilizar o agora rubro-negro. Depois de estar ganhando por 2x0, o clube carioca sofreu 4 gols e saiu derrotado por 4x2. O Fla oscila demais e não tem muitas opções táticas. Correm sério risco de não conseguir a classificação para a Libertadores.
6º) Internacional:
O Colorado, em ascensão, subiu uma posição nesta rodada. Venceu, fora de casa, o Atlético-Go por 1x0. Detentor de campanha idêntica à do Figueirense no 2º turno (6 vitórias, 6 empates e 1 derrota), o time é forte candidato à uma vaga na Libertadores. Arriscaria a dizer que no lugar do Flamengo. Próxima rodada há um confronto direto nessa briga contra o Fluminense, no Beira-Rio. Na 37ª o jogo é contra o Fla.
7º) São Paulo:
Tiveram bom 1º tempo contra o Vasco. O esquema com 3 zagueiros dificultou algumas ações ofensivas dos vascaínos, que jogaram sem Diego Souza. O time, na etapa inicial, trabalhava bem a bola ao redor da área vascaína e criava suas principais oportunidades de perigo com chutes de média distância. O 2º tempo foi bem fraco.
A demissão de Adilson Batista faz com que o Tricolor (50 pontos) seja quase descartado da disputa pelo título, pois o novo treinador, Leão, assume a equipe nas últimas rodadas e tem pouco tempo para trabalhar. Uma vaga na Libertadores deverá ser o máximo que o São Paulo pode conseguir.
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domingo, 23 de outubro de 2011
A estranha tática do Vasco que deu certo
Hoje, em Pituaçu, contra o Bahia, tudo indicava que o Vasco entraria em campo com o centroavante Elton, que vive grande fase, centralizado. Diego Souza e Eder Luis deveriam jogar abertos pelas pontas esquerda e direita, respectivamente. No entanto, uma virose tirou o atacante da partida em cima da hora e fez Cristóvão Borges optar por escalar Rômulo e Eduardo Costa no meio-campo, o que era improvável, pois ambos estavam retornando de lesão.
Com 4 volantes no meio, nenhum atacante de referência no ataque, Felipe na lateral-esquerda e Douglas na zaga ao lado de Dedé, o Cruzmaltino venceu e convenceu fora de casa. O Gigante da Colina foi muito superior e mostrou ser um time versátil. Veja a escalação (4-2-2-2): Fernando Prass; Fagner, Dedé, Douglas e Felipe; Rômulo e Jumar; Allan e Eduardo Costa; Eder Luis e Diego Souza.
Considerações táticas importantes:
1) Mesmo sem um atacante de área, nada mudou no posicionamento dos dois jogadores de frente do Vasco. Diego Souza e Eder Luis atuaram abertos. Esse posionamento fez o time ganhar em largura, o que foi bom. Contudo, em alguns momentos, faltou uma referência para ajudar na criação de jogadas e permitir que os dois trabalhassem mais perto da área.
2) Os 4 volantes no meio-campo não impediram o Gigante da Colina de ser ofensivo e criar boas jogadas. Pelo contrário. Os laterais (Felipe e Fagner) puderam se lançar ao ataque sem ter tanta preocupação defensiva, pois tinham o apoio necessário de Jumar e Rômulo, cabeças de área.
3) Os dois itens acima evitaram que o Vasco fosse um time afunilado e congestionado no meio, caindo na falha do sistema 4-2-2-2. A equipe usou bem os dois flancos. Outro acerto tático foi a impressionante capacidade do time de redimensionar o espaço usando a bola e eficiência na hora de recuperá-la. O esquema com 4 volantes e 2 primeiros-atacantes fazia com que o Vasco ocupasse muito bem o campo de ataque e pudesse marcar à pressão, como vem fazendo ao longo do Brasileiro.
4) O esquema de hoje é mais um do variado leque de possibilidades vascaínas. A capacidade que a equipe tem de alternar suas formações reforça suas chances de conquista do título brasileiro. O time que venceu a Copa do Brasil jogando no 4-1-2-1-2 (losango), atuou boa parte do Brasileirão alternando 4-5-1 (na hora de defender), com Eder Luis e Diego Souza retornando para preencher o meio-campo, e 4-3-3 (quando ataca), com os dois abertos jogando como pontas.
Com 4 volantes no meio, nenhum atacante de referência no ataque, Felipe na lateral-esquerda e Douglas na zaga ao lado de Dedé, o Cruzmaltino venceu e convenceu fora de casa. O Gigante da Colina foi muito superior e mostrou ser um time versátil. Veja a escalação (4-2-2-2): Fernando Prass; Fagner, Dedé, Douglas e Felipe; Rômulo e Jumar; Allan e Eduardo Costa; Eder Luis e Diego Souza.
Considerações táticas importantes:
1) Mesmo sem um atacante de área, nada mudou no posicionamento dos dois jogadores de frente do Vasco. Diego Souza e Eder Luis atuaram abertos. Esse posionamento fez o time ganhar em largura, o que foi bom. Contudo, em alguns momentos, faltou uma referência para ajudar na criação de jogadas e permitir que os dois trabalhassem mais perto da área.
2) Os 4 volantes no meio-campo não impediram o Gigante da Colina de ser ofensivo e criar boas jogadas. Pelo contrário. Os laterais (Felipe e Fagner) puderam se lançar ao ataque sem ter tanta preocupação defensiva, pois tinham o apoio necessário de Jumar e Rômulo, cabeças de área.
3) Os dois itens acima evitaram que o Vasco fosse um time afunilado e congestionado no meio, caindo na falha do sistema 4-2-2-2. A equipe usou bem os dois flancos. Outro acerto tático foi a impressionante capacidade do time de redimensionar o espaço usando a bola e eficiência na hora de recuperá-la. O esquema com 4 volantes e 2 primeiros-atacantes fazia com que o Vasco ocupasse muito bem o campo de ataque e pudesse marcar à pressão, como vem fazendo ao longo do Brasileiro.
4) O esquema de hoje é mais um do variado leque de possibilidades vascaínas. A capacidade que a equipe tem de alternar suas formações reforça suas chances de conquista do título brasileiro. O time que venceu a Copa do Brasil jogando no 4-1-2-1-2 (losango), atuou boa parte do Brasileirão alternando 4-5-1 (na hora de defender), com Eder Luis e Diego Souza retornando para preencher o meio-campo, e 4-3-3 (quando ataca), com os dois abertos jogando como pontas.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 3)
Após mostrar o retrospecto recente das equipes que brigam pelo título - "#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 1)" - o Blog Templo da Bola exibe os próximos jogos desses times. Entre parênteses, os resultados do 1º turno. Veja abaixo:
Corinthians:
*¹ Retirando-se os jogos contra Internacional, fora, e Palmeiras, dentro, por ser um clássico paulista, o time corintiano é considerado por muitos como o detentor da melhor tabela. As partidas situadas entre essas duas destacadas serão contra equipes, teoricamente, mais fracas. Entretanto, o desempenho do Timão no 1º turno não foi dos melhores, quando defrontou-as. 8 pontos conquistados de 18 possíveis. Se mantiver o mesmo desempenho, o Corinthians terminará em 4º, com 65 pontos no total.
*² É contra o Internacional o único confronto direto que o Timão terá na briga pelo título.
Vasco da Gama:
Corinthians:
Avaí - CASA (Avaí 3 x 2 Corinthians)
América-MG - FORA (Corinthians 2 x 1 América-MG)
Atlético-PR - CASA (Atlético-PR 1 x 1 Corinthians)
Ceará - FORA (Corinthians 2 x 2 Ceará)
Atlético-MG - CASA (Atlético-MG 2 x 3 Corinthians)
Figueirense - FORA (Corinthians 0 x 2 Figueirense)
Palmeiras*¹ - CASA (Palmeiras 2 x 1 Corinthians)
*¹ Retirando-se os jogos contra Internacional, fora, e Palmeiras, dentro, por ser um clássico paulista, o time corintiano é considerado por muitos como o detentor da melhor tabela. As partidas situadas entre essas duas destacadas serão contra equipes, teoricamente, mais fracas. Entretanto, o desempenho do Timão no 1º turno não foi dos melhores, quando defrontou-as. 8 pontos conquistados de 18 possíveis. Se mantiver o mesmo desempenho, o Corinthians terminará em 4º, com 65 pontos no total.
*² É contra o Internacional o único confronto direto que o Timão terá na briga pelo título.
Vasco da Gama:
São Paulo*³ - CASA (São Paulo 0 x 2 Vasco)
Santos - FORA (Vasco 2 x 0 Santos)
Botafogo - NEUTRO (Botafogo 4 x 0 Vasco)
Palmeiras - FORA (Vasco 1 x 0 Palmeiras)
Avaí - CASA (Avaí 0 x 2 Vasco)
Fluminense - NEUTRO (Vasco 1 x 1 Fluminense)
Flamengo - NEUTRO (Flamengo 0 x 0 Vasco)
*¹ Para falar do Vasco da Gama e de tudo o que cerca esses jogos finais, como 3 clássicos em 5 rodadas, partidas fora de São Januário, estádio indefinido na última rodada contra o Flamengo, entre outras coisas, criei um post específico. Veja clicando aqui.
*² Se os resultados se mantiverem, O Vasco será 2º colocado, com 69 pontos.
*³ O jogo contra o São Paulo, mesmo sendo em casa, não representa grande benefício para o Gigante da Colina. O Tricolor Paulista é o melhor visitante do campeonato e marcou mais pontos fora do que dentro de casa. 25 x 23.
Botafogo:
*¹ Para falar do Vasco da Gama e de tudo o que cerca esses jogos finais, como 3 clássicos em 5 rodadas, partidas fora de São Januário, estádio indefinido na última rodada contra o Flamengo, entre outras coisas, criei um post específico. Veja clicando aqui.
*² Se os resultados se mantiverem, O Vasco será 2º colocado, com 69 pontos.
*³ O jogo contra o São Paulo, mesmo sendo em casa, não representa grande benefício para o Gigante da Colina. O Tricolor Paulista é o melhor visitante do campeonato e marcou mais pontos fora do que dentro de casa. 25 x 23.
Botafogo:
Cruzeiro - CASA (Cruzeiro 0 x 1 Botafogo)
Figueirense - CASA (Figueirense 2 x 0 Botafogo)
Vasco*² - NEUTRO (Botafogo 4 x 0 Vasco)
América-MG - FORA (Botafogo 4 x 2 América-MG)
Internacional - CASA (Internacional 1 x 0 Botafogo)
Atlético-MG - FORA (Botafogo 3 x 1 Atlético-MG)
Fluminense - NEUTRO (Fluminense 1 x 2 Botafogo)
*¹ A primeira observação a ser feita é a ausência do jogo contra o Santos, adiado da 21ª rodada e que será realizado nesta quarta-feira, às 20h50m. O Botafogo poderá assumir a liderança se vencer.
*² Contra o Vasco da Gama, o Botafogo fará seu 3º jogo seguido dentro do Engenhão o que poderá ser um diferencial na disputa pelo título. É notável, também, que o Vasco é o único time que não atua, habitualmente, no estádio João Havelange. Sendo assim, mesmo os vascaínos tendo o mando do campo, quem jogará em casa serão os botafoguenses. Serão, ao todo, 3 jogos fora, 4 em casa e um, de fato, neutro - contra o Fluminense, que também atua sempre no mesmo estádio.
*³ Pode pesar contra o Botafogo o número de viagens que o time fará em um curto espaço de tempo, podendo desgastar o elenco e atrapalhar o rendimento. Contando com a partida com o Santos, farão 4 viagens. Além disso, há o compromisso pela Copa Sul-Americana, em Bogotá, diante do Santa Fé.
*4 Desconsiderando o resultado da partida com os santistas, se os demais do 1º turno se mantivessem, o Botafogo já seria campeão, com 70 pontos.
Flamengo:
*¹ A primeira observação a ser feita é a ausência do jogo contra o Santos, adiado da 21ª rodada e que será realizado nesta quarta-feira, às 20h50m. O Botafogo poderá assumir a liderança se vencer.
*² Contra o Vasco da Gama, o Botafogo fará seu 3º jogo seguido dentro do Engenhão o que poderá ser um diferencial na disputa pelo título. É notável, também, que o Vasco é o único time que não atua, habitualmente, no estádio João Havelange. Sendo assim, mesmo os vascaínos tendo o mando do campo, quem jogará em casa serão os botafoguenses. Serão, ao todo, 3 jogos fora, 4 em casa e um, de fato, neutro - contra o Fluminense, que também atua sempre no mesmo estádio.
*³ Pode pesar contra o Botafogo o número de viagens que o time fará em um curto espaço de tempo, podendo desgastar o elenco e atrapalhar o rendimento. Contando com a partida com o Santos, farão 4 viagens. Além disso, há o compromisso pela Copa Sul-Americana, em Bogotá, diante do Santa Fé.
*4 Desconsiderando o resultado da partida com os santistas, se os demais do 1º turno se mantivessem, o Botafogo já seria campeão, com 70 pontos.
Flamengo:
Grêmio - FORA (Flamengo 2 x 0 Grêmio)
Cruzeiro - CASA (Cruzeiro 0 x 2 Flamengo)
Coritiba - FORA (Flamengo 1 x 0 Coritiba)
Figueirense - CASA (Figueirense 2 x 2 Flamengo)
Atlético-GO*² - FORA (Flamengo 1 x 4 Atlético-GO)
Internacional - CASA (Internacional 2 x 2 Flamengo)
Vasco*³ - NEUTRO (Flamengo 0 x 0 Vasco)
*¹ Fora de casa, o Flamengo protagonizou um dos melhores jogos do Brasileirão. Uma fantástica vitória de virada na Vila Belmiro. Dentro de casa, tentarão repetir os 3 pontos conquistados em São Paulo, mas não terão jogadores de extrema importância, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.
*² A goleada para o Atlético-GO marcou o fim de uma longa série de invencibilidade para o Rubro-Negro. Agora, pegarão o bem armado time de Hélio dos Anjos, um dos melhores treinadores do Brasileiro, fora de casa. É a chance de revidar a pesada derrota que sofreram no Rio de Janeiro.
*³ O Clássico dos Milhões foi um claro exemplo de como tem sido o Flamengo em muitos de seus jogos. O time consegue pontuar, mas não joga bem. Conseguiu um ponto mesmo sendo dominado e com um jogador a menos durante boa parte do confronto. Nessa partida, também, Ricardo Gomes sofreu um AVE.
*4 Mantido o desempenho do 1º turno, o Rubro-Negro terminará em 3º com 66 pontos.
Fluminense:
*¹ Fora de casa, o Flamengo protagonizou um dos melhores jogos do Brasileirão. Uma fantástica vitória de virada na Vila Belmiro. Dentro de casa, tentarão repetir os 3 pontos conquistados em São Paulo, mas não terão jogadores de extrema importância, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.
*² A goleada para o Atlético-GO marcou o fim de uma longa série de invencibilidade para o Rubro-Negro. Agora, pegarão o bem armado time de Hélio dos Anjos, um dos melhores treinadores do Brasileiro, fora de casa. É a chance de revidar a pesada derrota que sofreram no Rio de Janeiro.
*³ O Clássico dos Milhões foi um claro exemplo de como tem sido o Flamengo em muitos de seus jogos. O time consegue pontuar, mas não joga bem. Conseguiu um ponto mesmo sendo dominado e com um jogador a menos durante boa parte do confronto. Nessa partida, também, Ricardo Gomes sofreu um AVE.
*4 Mantido o desempenho do 1º turno, o Rubro-Negro terminará em 3º com 66 pontos.
Fluminense:
Ceará*² - FORA (Fluminense 4 x 0 Ceará)
Internacional*² - FORA (Fluminense 2 x 0 Internacional)
América-MG*³ - CASA (América-MG 3 x 0 Fluminense)
Grêmio*³ - CASA (Grêmio 2 x 1 Fluminense)
Figueirense*² - FORA (Fluminense 3 x 0 Figueirense)
Vasco - NEUTRO (Vasco 1 x 1 Fluminense)
Botafogo - NEUTRO (Fluminense 1 x 2 Botafogo)
*¹ O Fluminense é um dos times que vem jogando melhor futebol e detém a melhor campanha isolada do 2º turno. 25 pontos contra 20 do vice Internacional. No entanto, o Tricolor tem que tirar uma diferença de 4 pontos e 4 posições, o que é o mais difícil. Os clássicos nas duas últimas rodadas podem e devem ser decisivos.
*² Os jogos fora de casa prometem ser complicados. O Ceará costuma lotar o estádio Presidente Vargas e foge do rebaixamento. Internacional tem bom aproveitamento e 2º melhor campanha do turno. O Figueirense, outro adversário, tem a 6ª e vem jogando bem sob o comando de Jorginho.
*³ Dentro de casa o Tricolor tem ótimo desempenho. É o 2º melhor de todo o Brasileiro com 33 pontos - um a menos que o líder Botafogo. Devem e precisam vencer Atlético-MG, América-MG e Grêmio.
*4 Se o retrospecto se mantivesse, o que não deve acontecer, pois o time vive boa fase e vem em uma crescente, o Flu terminaria em 6º com 60 pontos.
São Paulo:
*¹ O Fluminense é um dos times que vem jogando melhor futebol e detém a melhor campanha isolada do 2º turno. 25 pontos contra 20 do vice Internacional. No entanto, o Tricolor tem que tirar uma diferença de 4 pontos e 4 posições, o que é o mais difícil. Os clássicos nas duas últimas rodadas podem e devem ser decisivos.
*² Os jogos fora de casa prometem ser complicados. O Ceará costuma lotar o estádio Presidente Vargas e foge do rebaixamento. Internacional tem bom aproveitamento e 2º melhor campanha do turno. O Figueirense, outro adversário, tem a 6ª e vem jogando bem sob o comando de Jorginho.
*³ Dentro de casa o Tricolor tem ótimo desempenho. É o 2º melhor de todo o Brasileiro com 33 pontos - um a menos que o líder Botafogo. Devem e precisam vencer Atlético-MG, América-MG e Grêmio.
*4 Se o retrospecto se mantivesse, o que não deve acontecer, pois o time vive boa fase e vem em uma crescente, o Flu terminaria em 6º com 60 pontos.
São Paulo:
Vasco - FORA (São Paulo 0 x 2 Vasco)
Bahia - FORA (São Paulo 3 x 0 Bahia)
Avaí - CASA (Avaí 1 x 2 São Paulo)
Atlético-PR - FORA (São Paulo 2 x 2 Atlético-PR)
América-MG - CASA (América-MG 1 x 1 São Paulo)
Palmeiras - FORA (São Paulo 1 x 1 Palmeiras)
Santos - CASA (Santos 1 x 1 São Paulo)
*¹ O São Paulo é forte candidato a não ficar nem com uma vaga para a Libertadores. Em crise, o clube demitiu o treinador Adilson Batista na reta final do Brasileiro e não parece mais ser capaz de lutar pelo título. A irregularidade dentro de casa também preocupa. Foram mais pontos conquistados como visitante do que como mandante.
*² Se o desempenho fosse igual ao 1º turno conseguiria a vaga para o principal torneio continental de 2012. Ficaria com 61 pontos, em 5º.
*³ Com a queda de produção são-paulina, o Brasileiro, que antes era uma disputa Rio-São Paulo, passou a ser uma disputa Rio-Corinthians. Sem mais nenhum time de outro Estado, o Timão lidera o campeonato sendo o único paulista, até agora, classificado para a Libertadores de 2012. É seguido de perto, na ordem, por Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense.
Internacional:
Corinthians*¹ - CASA (Corinthians 1 x 0 Internacional)
Atlético-GO - FORA (Internacional 0 x 0 Atlético-GO)
Fluminense*¹ - CASA (Fluminense 2 x 0 Internacional)
Cruzeiro - FORA (Internacional 3 x 2 Cruzeiro)
Bahia - CASA (Bahia 0 x 0 Internacional)
Botafogo*¹ - FORA (Internacional 1 x 0 Botafogo)
Flamengo*¹ - FORA (Internacional 2 x 2 Flamengo)
Grêmio - CASA (Grêmio 2 x 1 Internacional)
*¹ Os confrontos diretos contra 4 equipes que brigam pelo título mantém vivas as esperanças coloradas de chegar ao título. É muito difícil, mas pode vir a acontecer.
*² Se o retrospecto fosse o mesmo do 1º turno, o Internacional seria o 7º, com 56 pontos.
Fonte: Lancenet!
*¹ O São Paulo é forte candidato a não ficar nem com uma vaga para a Libertadores. Em crise, o clube demitiu o treinador Adilson Batista na reta final do Brasileiro e não parece mais ser capaz de lutar pelo título. A irregularidade dentro de casa também preocupa. Foram mais pontos conquistados como visitante do que como mandante.
*² Se o desempenho fosse igual ao 1º turno conseguiria a vaga para o principal torneio continental de 2012. Ficaria com 61 pontos, em 5º.
*³ Com a queda de produção são-paulina, o Brasileiro, que antes era uma disputa Rio-São Paulo, passou a ser uma disputa Rio-Corinthians. Sem mais nenhum time de outro Estado, o Timão lidera o campeonato sendo o único paulista, até agora, classificado para a Libertadores de 2012. É seguido de perto, na ordem, por Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense.
Internacional:
Corinthians*¹ - CASA (Corinthians 1 x 0 Internacional)
Atlético-GO - FORA (Internacional 0 x 0 Atlético-GO)
Fluminense*¹ - CASA (Fluminense 2 x 0 Internacional)
Cruzeiro - FORA (Internacional 3 x 2 Cruzeiro)
Bahia - CASA (Bahia 0 x 0 Internacional)
Botafogo*¹ - FORA (Internacional 1 x 0 Botafogo)
Flamengo*¹ - FORA (Internacional 2 x 2 Flamengo)
Grêmio - CASA (Grêmio 2 x 1 Internacional)
*¹ Os confrontos diretos contra 4 equipes que brigam pelo título mantém vivas as esperanças coloradas de chegar ao título. É muito difícil, mas pode vir a acontecer.
*² Se o retrospecto fosse o mesmo do 1º turno, o Internacional seria o 7º, com 56 pontos.
Fonte: Lancenet!
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#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 2)
De todos os candidatos ao título do Brasileiro, quem tem sido apontado pela maioria dos jornalistas e torcedores como detentor da tabela mais difícil é o Vasco da Gama. Por isso, um destaque especial para análise dos confrontos que o Cruzmaltino terá pela frente. Observe abaixo os jogos, onde ocorrerão e os resultados do 1º turno:
Bahia - FORA (Vasco 1 x 1 Bahia)
Bahia - FORA (Vasco 1 x 1 Bahia)
São Paulo - CASA (São Paulo 0 x 2 Vasco)
Santos - FORA (Vasco 2 x 0 Santos)
Botafogo - NEUTRO (Botafogo 4 x 0 Vasco)
Palmeiras - FORA (Vasco 1 x 0 Palmeiras)
Avaí - CASA (Avaí 0 x 2 Vasco)
Fluminense - NEUTRO (Vasco 1 x 1 Fluminense)
Flamengo - NEUTRO (Flamengo 0 x 0 Vasco)
Tabela por tabela, a do Internacional pode ser até mais complicada em relação à dos vascaínos, embora eles sejam mais considerados como "uma carta fora do baralho" do que, propriamente, postulantes a levantar o caneco. De qualquer forma, têm chances matemáticas e não devem ser descartados da disputa. Vale lembrar que eles tem ainda a segunda melhor campanha do 2º turno, até agora, com 20 pontos conquistados. Veja:
Corinthians*¹ - CASA (Corinthians 1 x 0 Internacional)
Atlético-GO*³ - FORA (Internacional 0 x 0 Atlético-GO)
Fluminense*¹ - CASA (Fluminense 2 x 0 Internacional)
Cruzeiro*² - FORA (Internacional 3 x 2 Cruzeiro)
Bahia*² - CASA (Bahia 0 x 0 Internacional)
Botafogo*¹ - FORA (Internacional 1 x 0 Botafogo)
Flamengo*¹ - FORA (Internacional 2 x 2 Flamengo)
Grêmio*³ - CASA (Grêmio 2 x 1 Internacional)
*¹ Os colorados enfrentarão - assim como o Vasco da Gama - 4 adversários diretos na briga pelo título.
*² Além desses adversários, têm dois jogos contra equipes que lutam para não cair. Historicamente, essas costumam complicar a vida de quem está em cima na tabela.
*³ Por fim, o clássico contra o Grêmio na última rodada e um jogo fora de casa contra a boa equipe do Atlético-GO, comandado por Hélio dos Anjos, um dos melhores treinadores desse Brasileiro.
Vendo os jogos que o Colorado terá, a conversa mais pontual neste momento não parece ser sobre "o Vasco ter as partidas mais difíceis". Talvez, de fato, tenha mesmo e todos que comentaram à respeito estejam certos. Talvez não tenha e muita gente esteja errada. Corinthians, por exemplo, teve maus resultados contra as equipes que enfrentará, teoricamente inferiores, quando defrontou-as no 1º turno. Os jogos estão equilibrados e é quase impossível fazer uma previsão de favorito ao título. Qualquer um pode ganhar ou perder para qualquer um. Dentro ou fora de casa.
O que os torcedores vascaínos, realmente, deveriam se perguntar é: "Por que a diretoria, quando foi divulgada a tabela, permitiu que o time tivesse TRÊS clássicos nas últimas CINCO rodadas"? O Vasco é o ÚNICO que terá tal número. O restante das equipes terá UM ou, no máximo, DOIS. Seria isso falta de ambição da diretoria? Será que nem a diretoria planejava/esperava que o Cruzmaltino chegasse tão longe? Foi desatenção à tabela? O que terá sido?
Não que os jogos sejam mais difíceis ou mais fáceis do que os confrontos das outras equipes, como já foi dito, mas o fato de ser o único a enfrentar uma quantidade tão grande de clássicos em tão pouco tempo deveria ser repensado pelos torcedores.
Outra pergunta muito pertinente é a razão desses clássicos não terem, na prática, o mando de campo do Vasco. Por que a diretoria não age de maneira mais enfática? Por que ela não exige que as partidas sejam disputadas em São Januário? Se o Santos é capaz de jogar seus clássicos na Vila Belmiro, bem menor que o campo vascaíno, por quê o Vasco não pode jogar os seus na sua casa também?
Contra o Fluminense, tudo bem. O Tricolor é quem detém o mando e tem o direito de exercê-lo onde bem entender. Já contra Botafogo e Flamengo, não. O jogo com o Alvinegro será no Engenhão e com o Rubro-Negro ainda não há lugar definido. O jogo de onde poderá sair o campeão corre o risco, inclusive, de não ser no Rio de Janeiro, pois Botafogo e Fluminense, também na última rodada, será no estádio gerido pelo Glorioso, que será o mandante.
Usar a desculpa de "evitar a violência nos estádios" não é um argumento válido. A violência ocorre em todos os lugares do Brasil. E, dentro dos estádios, muito raramente. Em São Januário, por exemplo, há muitos anos não existe nada desse tipo. O que acontece, e não é somente nos jogos realizados em São Janu (ocorre no Engenhão, no Maracanã, quando estava aberto, etc), é a violência distante dos estádios, quando torcidas se encontram propositalmente ou fazem emboscadas umas às outras. E isso não é culpa do lugar onde a partida é feita.
Os anos frequentando clássicos no Maracanã deram, ao torcedor vascaíno, o conformismo de não ver eventos desse porte em sua casa. Quem, incontestavelmente, sai prejudicado é o clube. O Vasco da Gama tem direito a mandar 19 jogos no Brasileiro. Como as partidas contra os rivais são em campo "neutro", a equipe acaba jogando 16 em casa e 22 fora. Nota-se que esse campo "neutro" é onde os rivais jogam todos os seus jogos. Essas discussões, sim, são mais pontuais do que ficar especulando sobre a facilidade ou dificuldade de cada confronto, não acha?
Tabela por tabela, a do Internacional pode ser até mais complicada em relação à dos vascaínos, embora eles sejam mais considerados como "uma carta fora do baralho" do que, propriamente, postulantes a levantar o caneco. De qualquer forma, têm chances matemáticas e não devem ser descartados da disputa. Vale lembrar que eles tem ainda a segunda melhor campanha do 2º turno, até agora, com 20 pontos conquistados. Veja:
Corinthians*¹ - CASA (Corinthians 1 x 0 Internacional)
Atlético-GO*³ - FORA (Internacional 0 x 0 Atlético-GO)
Fluminense*¹ - CASA (Fluminense 2 x 0 Internacional)
Cruzeiro*² - FORA (Internacional 3 x 2 Cruzeiro)
Bahia*² - CASA (Bahia 0 x 0 Internacional)
Botafogo*¹ - FORA (Internacional 1 x 0 Botafogo)
Flamengo*¹ - FORA (Internacional 2 x 2 Flamengo)
Grêmio*³ - CASA (Grêmio 2 x 1 Internacional)
*¹ Os colorados enfrentarão - assim como o Vasco da Gama - 4 adversários diretos na briga pelo título.
*² Além desses adversários, têm dois jogos contra equipes que lutam para não cair. Historicamente, essas costumam complicar a vida de quem está em cima na tabela.
*³ Por fim, o clássico contra o Grêmio na última rodada e um jogo fora de casa contra a boa equipe do Atlético-GO, comandado por Hélio dos Anjos, um dos melhores treinadores desse Brasileiro.
Vendo os jogos que o Colorado terá, a conversa mais pontual neste momento não parece ser sobre "o Vasco ter as partidas mais difíceis". Talvez, de fato, tenha mesmo e todos que comentaram à respeito estejam certos. Talvez não tenha e muita gente esteja errada. Corinthians, por exemplo, teve maus resultados contra as equipes que enfrentará, teoricamente inferiores, quando defrontou-as no 1º turno. Os jogos estão equilibrados e é quase impossível fazer uma previsão de favorito ao título. Qualquer um pode ganhar ou perder para qualquer um. Dentro ou fora de casa.
O que os torcedores vascaínos, realmente, deveriam se perguntar é: "Por que a diretoria, quando foi divulgada a tabela, permitiu que o time tivesse TRÊS clássicos nas últimas CINCO rodadas"? O Vasco é o ÚNICO que terá tal número. O restante das equipes terá UM ou, no máximo, DOIS. Seria isso falta de ambição da diretoria? Será que nem a diretoria planejava/esperava que o Cruzmaltino chegasse tão longe? Foi desatenção à tabela? O que terá sido?
Não que os jogos sejam mais difíceis ou mais fáceis do que os confrontos das outras equipes, como já foi dito, mas o fato de ser o único a enfrentar uma quantidade tão grande de clássicos em tão pouco tempo deveria ser repensado pelos torcedores.
Outra pergunta muito pertinente é a razão desses clássicos não terem, na prática, o mando de campo do Vasco. Por que a diretoria não age de maneira mais enfática? Por que ela não exige que as partidas sejam disputadas em São Januário? Se o Santos é capaz de jogar seus clássicos na Vila Belmiro, bem menor que o campo vascaíno, por quê o Vasco não pode jogar os seus na sua casa também?
Contra o Fluminense, tudo bem. O Tricolor é quem detém o mando e tem o direito de exercê-lo onde bem entender. Já contra Botafogo e Flamengo, não. O jogo com o Alvinegro será no Engenhão e com o Rubro-Negro ainda não há lugar definido. O jogo de onde poderá sair o campeão corre o risco, inclusive, de não ser no Rio de Janeiro, pois Botafogo e Fluminense, também na última rodada, será no estádio gerido pelo Glorioso, que será o mandante.
Usar a desculpa de "evitar a violência nos estádios" não é um argumento válido. A violência ocorre em todos os lugares do Brasil. E, dentro dos estádios, muito raramente. Em São Januário, por exemplo, há muitos anos não existe nada desse tipo. O que acontece, e não é somente nos jogos realizados em São Janu (ocorre no Engenhão, no Maracanã, quando estava aberto, etc), é a violência distante dos estádios, quando torcidas se encontram propositalmente ou fazem emboscadas umas às outras. E isso não é culpa do lugar onde a partida é feita.
Os anos frequentando clássicos no Maracanã deram, ao torcedor vascaíno, o conformismo de não ver eventos desse porte em sua casa. Quem, incontestavelmente, sai prejudicado é o clube. O Vasco da Gama tem direito a mandar 19 jogos no Brasileiro. Como as partidas contra os rivais são em campo "neutro", a equipe acaba jogando 16 em casa e 22 fora. Nota-se que esse campo "neutro" é onde os rivais jogam todos os seus jogos. Essas discussões, sim, são mais pontuais do que ficar especulando sobre a facilidade ou dificuldade de cada confronto, não acha?
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
TOP 5 de Atlético-PR 2 x 2 Vasco
Terminou a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Restam apenas 9 jogos para o fim do Brasileirão e a competição está longe de acabar. Nervosismo, agonia e fortes emoções serão fiéis companheiros de milhões de torcedores espalhados pelo país. Tanto os que torcem pelo titulo, quanto os que mantém esperanças de ver seu time permanecer na elite do futebol nacional. Hoje, o empate entre Vasco e Atlético-PR embolou ainda mais a tabela.
Conclusões e críticas pós-jogo:
1) 4 pontos separam o LÍDER Corinthians para o 6º colocado Fluminense. Há 6 equipes com chances claras de levantar o troféu no dia 4 de dezembro.
2) Cristóvão Borges errou ao escalar Felipe na lateral-esquerda e Jumar no meio-campo. O volante já desempenhou várias vezes o papel improvisado no flanco esquerdo e Felipe, recém operado do joelho e com idade avançada, não rende tanto na posição, quanto rendia no início da carreira. Além disso, o Vasco jogou com 3 volantes no centro (Rômulo, Jumar e Fellipe Bastos).
Nem mesmo quando Rômulo teve que ser substituído machucado a composição central mudou. Allan entrou no seu lugar e Felipe foi mantido na esquerda. As principais jogadas do Atlético-PR vieram da direita, com Wagner Diniz, ex-Vasco, aproveitando os espaços deixados pelo Maestro. O time ainda perdeu sua força criativa no meio.
3) Nunca, em hipótese alguma, Elton pode ser reserva de Alecsandro. O ex-Colorado tem a pior média de gols entre todos os atacantes do Brasileiro. Elton, o reserva, sempre faz gols. Hoje foram dois, uma bola na trave e um anulado (corretamente).
4) Ver Renato Silva como titular faz o torcedor chorar copiosamente a saída de Anderson Martins. Incrível como o jogador falha. Atrapalhou-se com a bola e deixou espaço às suas costas. Permitiu que Paulo Baier, livre dentro da pequena área, fizesse um gol, antecipando-se à marcação do zagueiro.
5) Sem Juninho, o meio-campo do Vasco perde muito em posse de bola, criação de jogadas, experiência e bola parada. Faz muita falta.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Em quem pôr a culpa?
A rodada passou e a liderança foi embora. Torcedores mais exaltados e mais apreensivos a cada jogo, inconformados com outra derrota pesada do time que torcem (para ver todas elas, clique aqui), procuram os culpados pelo resultado negativo e esquecem-se da normalidade que é perder para o Internacional no Beira-Rio, um resultado já previsto na chamada classificação planejada.
A apenas um ponto de distância do líder, o Vasco (50) continua na briga pelo título do Brasileiro. Poderá perdê-lo. Mas também poderá ganhá-lo. Em caso de a conquista escapar, não será por conta do jogo de ontem ou de uma eventual derrota para o rival Flamengo na última rodada, como já especulam. Será por culpa daquele Vasco 1 x 1 Figueirense (4ª rodada), em São Januário, que teve gol de Aloísio aos 44' do 2º tempo. Será por culpa daquele Grêmio 1 x 1 Vasco (5ª rodada), com gol de Roberson aos 39' do 2º tempo. Será por culpa do 1x1, em casa, contra o Bahia (12ª rodada). E será por culpa de uma série de outros tropeços que um time que ambiciona a conquista nacional não pode ter. Um time com esse desejo não pode perder pontos para Figueirenses, Bahias e Américas (4x1), por exemplo.
"E o Vasco perdeu esses pontos por culpa do Cristóvão Borges, que não sabe mexer; Marcio Careca, que é o pior lateral-esquerdo do mundo; e Victor Ramos, reserva do Renato Silva", dirá esse mesmo grupo de torcedores exaltados com a emoção da derrota e cegueira da paixão pelo clube do coração.
Não foi por isso. O Vasco é, hoje, reconhecidamente, um time de futebol coletivo. Só quando o time inteiro vai bem, as qualidades individuais sobressaem, como já falava Ricardo Gomes. O time ganha e perde junto. Assim, seria injusto individualizar as responsabilidades.
Nota: Antes de prosseguir, uma pequena nota para críticos do interino. Cristóvão Borges assumiu o Vasco exatamente no início do 2º turno. Pegou o time quando era o 4º colocado, disputada toda a 1º parte do Brasileiro. Hoje, analisando-se apenas a tabela deste turno, o Vasco também é o 4º, da mesma maneira que Ricardo Gomes havia deixado. Somadas as campanhas dos dois turnos, o Cruzmaltino é o 2º na tabela.
Da mesma forma que Márcio Careca errou (e muito) contra o Corinthians, no 2x2 dentro de São Januário, rendendo-lhe sonoras vaias, Alecsandro - um dos heróis na final contra o Coritiba que rendeu o inédito título da Copa do Brasil - também falhou ao errar um tolo e inoportuno passe de calcanhar, que originou o 2º gol do rival, nesse mesmo duelo.
Diego Souza e Eder Luis, alguns dos pilares da boa campanha vascaína, erraram ao longo do Campeonato. O camisa 10 chutou os 3 pontos em cima do goleiro do Figueirense (23ª rodada), aos 45' do 2º tempo. O jogo acabou empatado por 1x1. Na 25ª, perdeu gol claro acertando a trave, de cabeça, no empate de 1x1 com o Atlético-GO, em São Januário. Nessa mesma partida, Eder Luis perdeu oportunidade claríssima de gol. Na sequência, Anselmo abriu o placar para o visitantes. Falha de marcação na zaga.
Até Dedé e Fernando Prass, que salvam diariamente o clube que defendem as cores, erraram. Naquela derrota de 3x0 para o Cruzeiro, em São Januário, o lance que originou o escanteio aconteceu após lambança de Prass. Na cobrança, falha de posicionamento defensivo. Já o 2º gol nasceu em cima do "Mito", em uma das raras vezes que foi batido (única que me recordo).
Quando o futebol do time flui, Diego Souza é capaz de se destacar e fazer 3 fantásticos gols, como ocorreu contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas (3x0 para o Vasco). Ou contra o Santos, em São Januário, na vitória por 2x0 com um gol dele e outro de Dedé. Quando não flui, os mais habilidosos parecem apagar seus talentos com a bola e aprimorar outro tipo de dádiva, mais parecida com a camuflagem. Viram uma espécie de atores com medo do espetáculo e confundem-se com a grama, passando quase despercebidos pelo respeitável público.
O que acontece no Vasco não é única e exclusiva responsabilidade de A, B, C ou D. É resultado de um trabalho de todos. As obrigações ofensiva e defensiva começam onde está Fernando Prass e vão até Elton ou Alecsandro, de norte a sul do gramado. Espande-se de leste a oeste. Fazem parte das tarefas de cada jogador. A preocupação com a defesa começa no ataque e a mentalidade de atacar começa na defesa. No Vasco, como já dizia o jornalista e blogueiro Claudio Fernandez, é "um por todos e todos por Ricardo Gomes".
A apenas um ponto de distância do líder, o Vasco (50) continua na briga pelo título do Brasileiro. Poderá perdê-lo. Mas também poderá ganhá-lo. Em caso de a conquista escapar, não será por conta do jogo de ontem ou de uma eventual derrota para o rival Flamengo na última rodada, como já especulam. Será por culpa daquele Vasco 1 x 1 Figueirense (4ª rodada), em São Januário, que teve gol de Aloísio aos 44' do 2º tempo. Será por culpa daquele Grêmio 1 x 1 Vasco (5ª rodada), com gol de Roberson aos 39' do 2º tempo. Será por culpa do 1x1, em casa, contra o Bahia (12ª rodada). E será por culpa de uma série de outros tropeços que um time que ambiciona a conquista nacional não pode ter. Um time com esse desejo não pode perder pontos para Figueirenses, Bahias e Américas (4x1), por exemplo.
"E o Vasco perdeu esses pontos por culpa do Cristóvão Borges, que não sabe mexer; Marcio Careca, que é o pior lateral-esquerdo do mundo; e Victor Ramos, reserva do Renato Silva", dirá esse mesmo grupo de torcedores exaltados com a emoção da derrota e cegueira da paixão pelo clube do coração.
Não foi por isso. O Vasco é, hoje, reconhecidamente, um time de futebol coletivo. Só quando o time inteiro vai bem, as qualidades individuais sobressaem, como já falava Ricardo Gomes. O time ganha e perde junto. Assim, seria injusto individualizar as responsabilidades.
Nota: Antes de prosseguir, uma pequena nota para críticos do interino. Cristóvão Borges assumiu o Vasco exatamente no início do 2º turno. Pegou o time quando era o 4º colocado, disputada toda a 1º parte do Brasileiro. Hoje, analisando-se apenas a tabela deste turno, o Vasco também é o 4º, da mesma maneira que Ricardo Gomes havia deixado. Somadas as campanhas dos dois turnos, o Cruzmaltino é o 2º na tabela.
Da mesma forma que Márcio Careca errou (e muito) contra o Corinthians, no 2x2 dentro de São Januário, rendendo-lhe sonoras vaias, Alecsandro - um dos heróis na final contra o Coritiba que rendeu o inédito título da Copa do Brasil - também falhou ao errar um tolo e inoportuno passe de calcanhar, que originou o 2º gol do rival, nesse mesmo duelo.
Diego Souza e Eder Luis, alguns dos pilares da boa campanha vascaína, erraram ao longo do Campeonato. O camisa 10 chutou os 3 pontos em cima do goleiro do Figueirense (23ª rodada), aos 45' do 2º tempo. O jogo acabou empatado por 1x1. Na 25ª, perdeu gol claro acertando a trave, de cabeça, no empate de 1x1 com o Atlético-GO, em São Januário. Nessa mesma partida, Eder Luis perdeu oportunidade claríssima de gol. Na sequência, Anselmo abriu o placar para o visitantes. Falha de marcação na zaga.
Até Dedé e Fernando Prass, que salvam diariamente o clube que defendem as cores, erraram. Naquela derrota de 3x0 para o Cruzeiro, em São Januário, o lance que originou o escanteio aconteceu após lambança de Prass. Na cobrança, falha de posicionamento defensivo. Já o 2º gol nasceu em cima do "Mito", em uma das raras vezes que foi batido (única que me recordo).
Quando o futebol do time flui, Diego Souza é capaz de se destacar e fazer 3 fantásticos gols, como ocorreu contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas (3x0 para o Vasco). Ou contra o Santos, em São Januário, na vitória por 2x0 com um gol dele e outro de Dedé. Quando não flui, os mais habilidosos parecem apagar seus talentos com a bola e aprimorar outro tipo de dádiva, mais parecida com a camuflagem. Viram uma espécie de atores com medo do espetáculo e confundem-se com a grama, passando quase despercebidos pelo respeitável público.
O que acontece no Vasco não é única e exclusiva responsabilidade de A, B, C ou D. É resultado de um trabalho de todos. As obrigações ofensiva e defensiva começam onde está Fernando Prass e vão até Elton ou Alecsandro, de norte a sul do gramado. Espande-se de leste a oeste. Fazem parte das tarefas de cada jogador. A preocupação com a defesa começa no ataque e a mentalidade de atacar começa na defesa. No Vasco, como já dizia o jornalista e blogueiro Claudio Fernandez, é "um por todos e todos por Ricardo Gomes".
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domingo, 9 de outubro de 2011
De volta às goleadas
O Vasco é um dos times que menos perdeu no Brasileiro. Até agora, soma 6 derrotas - mesmo número que o 9º colocado Palmeiras. Nesse quesito, só o Flamengo está melhor, tendo perdido apenas 5 dos seus 28 jogos disputados. No entanto, quando perde, o Cruzmaltino é, quase sempre, goleado por seus adversários. Veja abaixo:
3ª rodada: Coritiba 5 x 1 Vasco (ambos os clubes usaram times reservas)
7ª rodada: Vasco 0 x 3 Cruzeiro
8ª rodada: Corinthians 2 x 1 Vasco - única exceção
15ª rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco
21ª rodada: América-MG 4 x 1 Vasco
28ª rodada: Internacional 3 x 0 Vasco
Em outras palavras, 83,33% das vezes que perdeu, o Gigante da Colina foi goleado. Também em 83,33% mereceu perder por um dilatado placar, pois foi nitidamente inferior que o adversário. Contra o Cruzeiro, em São Januário, foi superior. E só. De resto, as pesadas derrotas foram, no mínimo, justas.
Hoje, a superioridade colorada foi tanta que nem os dois erros capitais da arbitragem de Alício Pena Júnior são capazes de desmerecer o jogo feito pelos comandados de Dorival Júnior. Pelo contrário. Os jogadores do Inter mereciam um juiz que tivesse assinalado o pênalti claro sofrido por Diego Rosa e não marcasse a falta inexistente que originiou o 2º gol do time da casa. Venceriam da mesma maneira, mas sem as manchas deixadas pelo árbitro.
3ª rodada: Coritiba 5 x 1 Vasco (ambos os clubes usaram times reservas)
7ª rodada: Vasco 0 x 3 Cruzeiro
8ª rodada: Corinthians 2 x 1 Vasco - única exceção
15ª rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco
21ª rodada: América-MG 4 x 1 Vasco
28ª rodada: Internacional 3 x 0 Vasco
Em outras palavras, 83,33% das vezes que perdeu, o Gigante da Colina foi goleado. Também em 83,33% mereceu perder por um dilatado placar, pois foi nitidamente inferior que o adversário. Contra o Cruzeiro, em São Januário, foi superior. E só. De resto, as pesadas derrotas foram, no mínimo, justas.
Hoje, a superioridade colorada foi tanta que nem os dois erros capitais da arbitragem de Alício Pena Júnior são capazes de desmerecer o jogo feito pelos comandados de Dorival Júnior. Pelo contrário. Os jogadores do Inter mereciam um juiz que tivesse assinalado o pênalti claro sofrido por Diego Rosa e não marcasse a falta inexistente que originiou o 2º gol do time da casa. Venceriam da mesma maneira, mas sem as manchas deixadas pelo árbitro.
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domingo, 28 de agosto de 2011
Tudo igual em clássico desigual
![]() |
| Dedé e Ronaldinho Gaúcho: o duelo entre os dois ficou prejudicado pela expulsão de Welinton. Ronaldinho teve que atuar isolado no ataque durante boa parte do jogo. (Imagem: FOTOCOM.NET) |
As semelhanças não param por aí. Os dois tiveram um jogador convocado para defender a Seleção Brasileira. Dedé representa o Cruzmaltino com a Amarelinha e Ronaldinho Gaúcho é o representante rubro-negro. O zagueiro e o atacante, inclusive, protagonizavam uma disputa à parte neste clássico. Deivid e Alecsandro também tinham sua "briga". Os atacantes dos rivais ainda não convenceram suas torcidas, desempenham a mesma função dentro de campo e vem sendo cobrados pelos torcedores. Por fim, o banco de reservas com pentacampeões mundiais sub-20. Allan, do Vasco, e Negueba, do Flamengo, eram armas dos dois treinadores para mudar a equipe.
Embora, no papel, as similaridades fossem inúmeras, o que se viu foi um jogo de diferenças. A torcida do Urubu estava em maioria. As chances de gol, perigo nas cobranças de escanteio, poder de marcação, disposição tática dentro de campo, entre outros fatores, também eram diferentes para cada lado. O Flamengo foi inferior ao seu adversário de início ao fim. A lesão de Alex Silva no começo da partida e a expulsão de Welinton foram cruciais para o domínio vascaíno. O Rubro-Negro precisou atuar com Willians improvisado na zaga.
No intervalo, Vanderlei Luxemburgo mexeu bem no time. Lançou Negueba no lugar de Bottinelli para apostar nos contra-ataques e sacou Deivid para entrada do volante Muralha. O Fla se reorganizou em campo e melhorou a marcação. O Vasco tinha dificuldades de rodar a bola e tirar proveito de sua vantagem numérica.
Quando o Time da Colina decidiu partir para cima e tentar sair com a vitória, uma bomba explodiu. O treinador Ricardo Gomes, com um AVE (Acidente Vascular Encefálico), foi retirado do gramado em uma ambulância. Ninguém sabia, até então, o que estava, realmente, acontecendo, mas o ocorrido alterou os ânimos do time que estava melhor em campo, permitindo que o Flamengo resistisse e melhorasse nessa segunda etapa.
Acabando a partida, Felipe ainda precisou fazer mais uma bela defesa. Elton, de calcanhar, ia fazendo um golaço. O goleiro foi responsável direto por seu time não ter sofrido gols. Os vascaínos ainda tiveram tempo de se queixar de um lance polêmico. Bernardo foi derrubado dentro da área e o juiz nada assinalou.
Encerrada a partida, voltaram as igualdades. Placar igual e os dois continuam ocupando a parte de cima da tabela e brigando pelo título do Campeonato. O empate satisfez os flamenguistas, de acordo com as circunstâncias adversas do confronto, e desagradou os vascaínos, que esperavam uma vitória por terem um jogador a mais. Os dois, agora, igualmente, torcem pela recuperação de Ricardo Gomes.
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