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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 2)

De todos os candidatos ao título do Brasileiro, quem tem sido apontado pela maioria dos jornalistas e torcedores como detentor da tabela mais difícil é o Vasco da Gama. Por isso, um destaque especial para análise dos confrontos que o Cruzmaltino terá pela frente. Observe abaixo os jogos, onde ocorrerão e os resultados do 1º turno:


Bahia - FORA (Vasco 1 x 1 Bahia)
São Paulo - CASA (São Paulo 0 x 2 Vasco)
Santos - FORA (Vasco 2 x 0 Santos)
Botafogo - NEUTRO (Botafogo 4 x 0 Vasco)
Palmeiras - FORA (Vasco 1 x 0 Palmeiras)
Avaí - CASA (Avaí 0 x 2 Vasco)
Fluminense - NEUTRO (Vasco 1 x 1 Fluminense)
Flamengo - NEUTRO (Flamengo 0 x 0 Vasco)


Tabela por tabela, a do Internacional pode ser até mais complicada em relação à dos vascaínos, embora eles sejam mais considerados como "uma carta fora do baralho" do que, propriamente, postulantes a levantar o caneco. De qualquer forma, têm chances matemáticas e não devem ser descartados da disputa. Vale lembrar que eles tem ainda a segunda melhor campanha do 2º turno, até agora, com 20 pontos conquistados. Veja:


Corinthians*¹ - CASA (Corinthians 1 x 0 Internacional)
Atlético-GO*³ - FORA (Internacional 0 x 0 Atlético-GO)
Fluminense*¹ - CASA (Fluminense 2 x 0 Internacional)
Cruzeiro*² - FORA (Internacional 3 x 2 Cruzeiro)
Bahia*² - CASA (Bahia 0 x 0 Internacional)
Botafogo*¹ - FORA (Internacional 1 x 0 Botafogo)
Flamengo*¹ - FORA (Internacional 2 x 2 Flamengo)
Grêmio*³ - CASA (Grêmio 2 x 1 Internacional)


*¹ Os colorados enfrentarão - assim como o Vasco da Gama - 4 adversários diretos na briga pelo título.
*² Além desses adversários, têm dois jogos contra equipes que lutam para não cair. Historicamente, essas costumam complicar a vida de quem está em cima na tabela.
*³ Por fim, o clássico contra o Grêmio na última rodada e um jogo fora de casa contra a boa equipe do Atlético-GO, comandado por Hélio dos Anjos, um dos melhores treinadores desse Brasileiro.

Vendo os jogos que o Colorado terá, a conversa mais pontual neste momento não parece ser sobre "o Vasco ter as partidas mais difíceis". Talvez, de fato, tenha mesmo e todos que comentaram à respeito estejam certos. Talvez não tenha e muita gente esteja errada. Corinthians, por exemplo, teve maus resultados contra as equipes que enfrentará, teoricamente inferiores, quando defrontou-as no 1º turno. Os jogos estão equilibrados e é quase impossível fazer uma previsão de favorito ao título. Qualquer um pode ganhar ou perder para qualquer um. Dentro ou fora de casa.

O que os torcedores vascaínos, realmente, deveriam se perguntar é: "Por que a diretoria, quando foi divulgada a tabela, permitiu que o time tivesse TRÊS clássicos nas últimas CINCO rodadas"? O Vasco é o ÚNICO que terá tal número. O restante das equipes terá UM ou, no máximo, DOIS. Seria isso falta de ambição da diretoria? Será que nem a diretoria planejava/esperava que o Cruzmaltino chegasse tão longe? Foi desatenção à tabela? O que terá sido?

Não que os jogos sejam mais difíceis ou mais fáceis do que os confrontos das outras equipes, como já foi dito, mas o fato de ser o único a enfrentar uma quantidade tão grande de clássicos em tão pouco tempo deveria ser repensado pelos torcedores.

Outra pergunta muito pertinente é a razão desses clássicos não terem, na prática, o mando de campo do Vasco. Por que a diretoria não age de maneira mais enfática? Por que ela não exige que as partidas sejam disputadas em São Januário? Se o Santos é capaz de jogar seus clássicos na Vila Belmiro, bem menor que o campo vascaíno, por quê o Vasco não pode jogar os seus na sua casa também?


Contra o Fluminense, tudo bem. O Tricolor é quem detém o mando e tem o direito de exercê-lo onde bem entender. Já contra Botafogo e Flamengo, não. O jogo com o Alvinegro será no Engenhão e com o Rubro-Negro ainda não há lugar definido. O jogo de onde poderá sair o campeão corre o risco, inclusive, de não ser no Rio de Janeiro, pois Botafogo e Fluminense, também na última rodada, será no estádio gerido pelo Glorioso, que será o mandante.

Usar a desculpa de "evitar a violência nos estádios" não é um argumento válido. A violência ocorre em todos os lugares do Brasil. E, dentro dos estádios, muito raramente. Em São Januário, por exemplo, há muitos anos não existe nada desse tipo. O que acontece, e não é somente nos jogos realizados em São Janu (ocorre no Engenhão, no Maracanã, quando estava aberto, etc), é a violência distante dos estádios, quando torcidas se encontram propositalmente ou fazem emboscadas umas às outras. E isso não é culpa do lugar onde a partida é feita.

Os anos frequentando clássicos no Maracanã deram, ao torcedor vascaíno, o conformismo de não ver eventos desse porte em sua casa. Quem, incontestavelmente, sai prejudicado é o clube. O Vasco da Gama tem direito a mandar 19 jogos no Brasileiro. Como as partidas contra os rivais são em campo "neutro", a equipe acaba jogando 16 em casa e 22 fora. Nota-se que esse campo "neutro" é onde os rivais jogam todos os seus jogos. Essas discussões, sim, são mais pontuais do que ficar especulando sobre a facilidade ou dificuldade de cada confronto, não acha?

domingo, 28 de agosto de 2011

Tudo igual em clássico desigual

Dedé e Ronaldinho Gaúcho: o duelo entre os dois ficou prejudicado pela expulsão de Welinton. Ronaldinho teve que atuar isolado no ataque durante boa parte do jogo. (Imagem: FOTOCOM.NET)
Vasco e Flamengo entraram em campo, neste domingo, com algumas semelhanças. Os dois clubes já conquistaram títulos nesta temporada. O primeiro venceu a Copa do Brasil e assegurou a vaga para a Libertadores de 2012. O segundo, venceu o Campeonato Carioca sem precisar de uma final (ganhou os dois turnos). Depois de suas conquistas, as duas equipes estão na briga por mais uma: o Brasileirão. Há tempos não se via os arquirrivais tão bem na tabela.

As semelhanças não param por aí. Os dois tiveram um jogador convocado para defender a Seleção Brasileira. Dedé representa o Cruzmaltino com a Amarelinha e Ronaldinho Gaúcho é o representante rubro-negro. O zagueiro e o atacante, inclusive, protagonizavam uma disputa à parte neste clássico. Deivid e Alecsandro também tinham sua "briga". Os atacantes dos rivais ainda não convenceram suas torcidas, desempenham a mesma função dentro de campo e vem sendo cobrados pelos torcedores. Por fim, o banco de reservas com pentacampeões mundiais sub-20. Allan, do Vasco, e Negueba, do Flamengo, eram armas dos dois treinadores para mudar a equipe.

Embora, no papel, as similaridades fossem inúmeras, o que se viu foi um jogo de diferenças. A torcida do Urubu estava em maioria. As chances de gol, perigo nas cobranças de escanteio, poder de marcação, disposição tática dentro de campo, entre outros fatores, também eram diferentes para cada lado. O Flamengo foi inferior ao seu adversário de início ao fim. A lesão de Alex Silva no começo da partida e a expulsão de Welinton foram cruciais para o domínio vascaíno. O Rubro-Negro precisou atuar com Willians improvisado na zaga.

No intervalo, Vanderlei Luxemburgo mexeu bem no time. Lançou Negueba no lugar de Bottinelli para apostar nos contra-ataques e sacou Deivid para entrada do volante Muralha. O Fla se reorganizou em campo e melhorou a marcação. O Vasco tinha dificuldades de rodar a bola e tirar proveito de sua vantagem numérica.

Quando o Time da Colina decidiu partir para cima e tentar sair com a vitória, uma bomba explodiu. O treinador Ricardo Gomes, com um AVE (Acidente Vascular Encefálico), foi retirado do gramado em uma ambulância. Ninguém sabia, até então, o que estava, realmente, acontecendo, mas o ocorrido alterou os ânimos do time que estava melhor em campo, permitindo que o Flamengo resistisse e melhorasse nessa segunda etapa.

Acabando a partida, Felipe ainda precisou fazer mais uma bela defesa. Elton, de calcanhar, ia fazendo um golaço. O goleiro foi responsável direto por seu time não ter sofrido gols. Os vascaínos ainda tiveram tempo de se queixar de um lance polêmico. Bernardo foi derrubado dentro da área e o juiz nada assinalou.

Encerrada a partida, voltaram as igualdades. Placar igual e os dois continuam ocupando a parte de cima da tabela e brigando pelo título do Campeonato. O empate satisfez os flamenguistas, de acordo com as circunstâncias adversas do confronto, e desagradou os vascaínos, que esperavam uma vitória por terem um jogador a mais. Os dois, agora, igualmente, torcem pela recuperação de Ricardo Gomes.