A rodada passou e a liderança foi embora. Torcedores mais exaltados e mais apreensivos a cada jogo, inconformados com outra derrota pesada do time que torcem (para ver todas elas, clique aqui), procuram os culpados pelo resultado negativo e esquecem-se da normalidade que é perder para o Internacional no Beira-Rio, um resultado já previsto na chamada classificação planejada.
A apenas um ponto de distância do líder, o Vasco (50) continua na briga pelo título do Brasileiro. Poderá perdê-lo. Mas também poderá ganhá-lo. Em caso de a conquista escapar, não será por conta do jogo de ontem ou de uma eventual derrota para o rival Flamengo na última rodada, como já especulam. Será por culpa daquele Vasco 1 x 1 Figueirense (4ª rodada), em São Januário, que teve gol de Aloísio aos 44' do 2º tempo. Será por culpa daquele Grêmio 1 x 1 Vasco (5ª rodada), com gol de Roberson aos 39' do 2º tempo. Será por culpa do 1x1, em casa, contra o Bahia (12ª rodada). E será por culpa de uma série de outros tropeços que um time que ambiciona a conquista nacional não pode ter. Um time com esse desejo não pode perder pontos para Figueirenses, Bahias e Américas (4x1), por exemplo.
"E o Vasco perdeu esses pontos por culpa do Cristóvão Borges, que não sabe mexer; Marcio Careca, que é o pior lateral-esquerdo do mundo; e Victor Ramos, reserva do Renato Silva", dirá esse mesmo grupo de torcedores exaltados com a emoção da derrota e cegueira da paixão pelo clube do coração.
Não foi por isso. O Vasco é, hoje, reconhecidamente, um time de futebol coletivo. Só quando o time inteiro vai bem, as qualidades individuais sobressaem, como já falava Ricardo Gomes. O time ganha e perde junto. Assim, seria injusto individualizar as responsabilidades.
Nota: Antes de prosseguir, uma pequena nota para críticos do interino. Cristóvão Borges assumiu o Vasco exatamente no início do 2º turno. Pegou o time quando era o 4º colocado, disputada toda a 1º parte do Brasileiro. Hoje, analisando-se apenas a tabela deste turno, o Vasco também é o 4º, da mesma maneira que Ricardo Gomes havia deixado. Somadas as campanhas dos dois turnos, o Cruzmaltino é o 2º na tabela.
Da mesma forma que Márcio Careca errou (e muito) contra o Corinthians, no 2x2 dentro de São Januário, rendendo-lhe sonoras vaias, Alecsandro - um dos heróis na final contra o Coritiba que rendeu o inédito título da Copa do Brasil - também falhou ao errar um tolo e inoportuno passe de calcanhar, que originou o 2º gol do rival, nesse mesmo duelo.
Diego Souza e Eder Luis, alguns dos pilares da boa campanha vascaína, erraram ao longo do Campeonato. O camisa 10 chutou os 3 pontos em cima do goleiro do Figueirense (23ª rodada), aos 45' do 2º tempo. O jogo acabou empatado por 1x1. Na 25ª, perdeu gol claro acertando a trave, de cabeça, no empate de 1x1 com o Atlético-GO, em São Januário. Nessa mesma partida, Eder Luis perdeu oportunidade claríssima de gol. Na sequência, Anselmo abriu o placar para o visitantes. Falha de marcação na zaga.
Até Dedé e Fernando Prass, que salvam diariamente o clube que defendem as cores, erraram. Naquela derrota de 3x0 para o Cruzeiro, em São Januário, o lance que originou o escanteio aconteceu após lambança de Prass. Na cobrança, falha de posicionamento defensivo. Já o 2º gol nasceu em cima do "Mito", em uma das raras vezes que foi batido (única que me recordo).
Quando o futebol do time flui, Diego Souza é capaz de se destacar e fazer 3 fantásticos gols, como ocorreu contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas (3x0 para o Vasco). Ou contra o Santos, em São Januário, na vitória por 2x0 com um gol dele e outro de Dedé. Quando não flui, os mais habilidosos parecem apagar seus talentos com a bola e aprimorar outro tipo de dádiva, mais parecida com a camuflagem. Viram uma espécie de atores com medo do espetáculo e confundem-se com a grama, passando quase despercebidos pelo respeitável público.
O que acontece no Vasco não é única e exclusiva responsabilidade de A, B, C ou D. É resultado de um trabalho de todos. As obrigações ofensiva e defensiva começam onde está Fernando Prass e vão até Elton ou Alecsandro, de norte a sul do gramado. Espande-se de leste a oeste. Fazem parte das tarefas de cada jogador. A preocupação com a defesa começa no ataque e a mentalidade de atacar começa na defesa. No Vasco, como já dizia o jornalista e blogueiro Claudio Fernandez, é "um por todos e todos por Ricardo Gomes".
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Em quem pôr a culpa?
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domingo, 9 de outubro de 2011
De volta às goleadas
O Vasco é um dos times que menos perdeu no Brasileiro. Até agora, soma 6 derrotas - mesmo número que o 9º colocado Palmeiras. Nesse quesito, só o Flamengo está melhor, tendo perdido apenas 5 dos seus 28 jogos disputados. No entanto, quando perde, o Cruzmaltino é, quase sempre, goleado por seus adversários. Veja abaixo:
3ª rodada: Coritiba 5 x 1 Vasco (ambos os clubes usaram times reservas)
7ª rodada: Vasco 0 x 3 Cruzeiro
8ª rodada: Corinthians 2 x 1 Vasco - única exceção
15ª rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco
21ª rodada: América-MG 4 x 1 Vasco
28ª rodada: Internacional 3 x 0 Vasco
Em outras palavras, 83,33% das vezes que perdeu, o Gigante da Colina foi goleado. Também em 83,33% mereceu perder por um dilatado placar, pois foi nitidamente inferior que o adversário. Contra o Cruzeiro, em São Januário, foi superior. E só. De resto, as pesadas derrotas foram, no mínimo, justas.
Hoje, a superioridade colorada foi tanta que nem os dois erros capitais da arbitragem de Alício Pena Júnior são capazes de desmerecer o jogo feito pelos comandados de Dorival Júnior. Pelo contrário. Os jogadores do Inter mereciam um juiz que tivesse assinalado o pênalti claro sofrido por Diego Rosa e não marcasse a falta inexistente que originiou o 2º gol do time da casa. Venceriam da mesma maneira, mas sem as manchas deixadas pelo árbitro.
3ª rodada: Coritiba 5 x 1 Vasco (ambos os clubes usaram times reservas)
7ª rodada: Vasco 0 x 3 Cruzeiro
8ª rodada: Corinthians 2 x 1 Vasco - única exceção
15ª rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco
21ª rodada: América-MG 4 x 1 Vasco
28ª rodada: Internacional 3 x 0 Vasco
Em outras palavras, 83,33% das vezes que perdeu, o Gigante da Colina foi goleado. Também em 83,33% mereceu perder por um dilatado placar, pois foi nitidamente inferior que o adversário. Contra o Cruzeiro, em São Januário, foi superior. E só. De resto, as pesadas derrotas foram, no mínimo, justas.
Hoje, a superioridade colorada foi tanta que nem os dois erros capitais da arbitragem de Alício Pena Júnior são capazes de desmerecer o jogo feito pelos comandados de Dorival Júnior. Pelo contrário. Os jogadores do Inter mereciam um juiz que tivesse assinalado o pênalti claro sofrido por Diego Rosa e não marcasse a falta inexistente que originiou o 2º gol do time da casa. Venceriam da mesma maneira, mas sem as manchas deixadas pelo árbitro.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Partidas nada fabulosas
No último domingo, às 16h00m, quando o São Paulo enfrentou o Flamengo, o Morumbi se agigantou para receber a reestréia de um de seus ídolos, Luis Fabiano, o qual também atende pelo nome de Fabuloso. Os torcedores do Tricolor lotaram o estádio, mas não gostaram do que viram, certamente. O Rubro-Negro derrotou os paulistas por 2x1 e o atacante teve discreta atuação.
Contratado em março deste ano por 7,6 milhões de euros, através de uma ousada estratégia montada pelo departamento de marketing do clube, o jogador acertou por 4 anos e teve 100% do seu passe comprado pelo São Paulo, que há tempos sonhava com esta contratação. No entanto, sua volta aos gramados só pode ocorrer neste mês de outubro, pois, desde 06 de março, quando ainda era atleta do Sevilla (onde jogava desde 2005), estava lesionado.
Hoje, contra o Cruzeiro, no empate de 3x3 em Sete Lagoas, o atacante perdeu um pênalti e escorregou na hora de tentar evitar o chute de Charles, no momento do 2º gol cruzeirense. Apesar de ter dado o passe para o gol de Cícero, o 1º do São Paulo, Luis Fabiano acabou saindo, novamente, com saldo negativo.
A qualidade de Luis Fabiano é, praticamente, indiscutível. Homem-chave da seleção brasileira na Era Dunga, 12º maior artilheiro da história são-paulina (119 gols em 160 jogos) e goleador em tempos de Sevilla. Natural uma quebra de ritmo. O atacante está se readaptando ao futebol brasileiro e voltando de uma longa lesão.
Porém, com o São Paulo disputando o título (3ª posição com 47 pontos) e passada a 28ª rodada, ou seja, faltando apenas mais 10 jogos para o campeão brasileiro ser conhecido, é essencial que o rendimento do jogador melhore o quanto antes. O Tricolor Paulista é extremamente dependente dos lampejos de brilhantismo da promessa-realidade Lucas e de Dagoberto, encobertos por um esquema com 3 volantes que os dá liberdade ofensiva. O último está, possivelmente, de saída do time paulista e tem sido especulado no Internacional. Dagol, inclusive, marcou nas duas últimas partidas, que contaram a participação de Fabuloso. O retorno do velho futebol de Luis Fabiano diminuiria a grande responsabilidade da dupla são-paulina e fortaleceria a candidatura ao título dos tricolores, em busca do hepta nacional.
Contratado em março deste ano por 7,6 milhões de euros, através de uma ousada estratégia montada pelo departamento de marketing do clube, o jogador acertou por 4 anos e teve 100% do seu passe comprado pelo São Paulo, que há tempos sonhava com esta contratação. No entanto, sua volta aos gramados só pode ocorrer neste mês de outubro, pois, desde 06 de março, quando ainda era atleta do Sevilla (onde jogava desde 2005), estava lesionado.
Hoje, contra o Cruzeiro, no empate de 3x3 em Sete Lagoas, o atacante perdeu um pênalti e escorregou na hora de tentar evitar o chute de Charles, no momento do 2º gol cruzeirense. Apesar de ter dado o passe para o gol de Cícero, o 1º do São Paulo, Luis Fabiano acabou saindo, novamente, com saldo negativo.
A qualidade de Luis Fabiano é, praticamente, indiscutível. Homem-chave da seleção brasileira na Era Dunga, 12º maior artilheiro da história são-paulina (119 gols em 160 jogos) e goleador em tempos de Sevilla. Natural uma quebra de ritmo. O atacante está se readaptando ao futebol brasileiro e voltando de uma longa lesão.
Porém, com o São Paulo disputando o título (3ª posição com 47 pontos) e passada a 28ª rodada, ou seja, faltando apenas mais 10 jogos para o campeão brasileiro ser conhecido, é essencial que o rendimento do jogador melhore o quanto antes. O Tricolor Paulista é extremamente dependente dos lampejos de brilhantismo da promessa-realidade Lucas e de Dagoberto, encobertos por um esquema com 3 volantes que os dá liberdade ofensiva. O último está, possivelmente, de saída do time paulista e tem sido especulado no Internacional. Dagol, inclusive, marcou nas duas últimas partidas, que contaram a participação de Fabuloso. O retorno do velho futebol de Luis Fabiano diminuiria a grande responsabilidade da dupla são-paulina e fortaleceria a candidatura ao título dos tricolores, em busca do hepta nacional.
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