Mais uma rodada do Campeonato Brasileiro se encerra e o campeão está longe de ser definido. Agora restam 5 jogos, 15 pontos e 5 fortes candidatos.
O Corinthians continua líder com 58 pontos, apesar de ter perdido seu jogo para o América-MG, em Uberlândia, com uma torcida toda ao seu favor (o Coelho deixou de atuar em Sete Lagoas para arrecadar com a presença dos paulistas, que lotaram o estádio). O Vasco se mantém na vice-liderança com a mesma pontuação e uma vitória a menos. O Gigante da Colina também perdeu sua partida e tem que agradecer aos mineiros por terem complicado a vida dos paulistas. Nos próximos 5 jogos terão 3 clássicos. Todos brigam pela conquista do Campeonato. É a Taça Guanabara em forma de Brasileirão 2011.
O 1º desses clássicos acontecerá na próxima rodada (34ª), no domingo, contra o Botafogo, 4º colocado com 55 pontos. Se o Glorioso tivesse vencido no sábado, teria assumido a liderança pelo critério de desempate. Jogou mal e acabou perdendo para o Figueirense em pleno Engenhão. Final de semana que vem, no mesmo estádio, terão uma nova chance jogar melhor e chegar à ponta, caso derrotem os rivais vascaínos.
Nota 1: A derrota do Vasco, diante de uma Vila Belmiro lotada, no retorno de Ganso (que jogou os 90 minutos), pode ser considerada normal. Era um placar provável. O improvável foi a forma como o time jogou. Aliás, o time só jogou na 2ª metade do 1º tempo. O início de jogo foi muito fraco, com direito a gol sofrido aos 3 minutos e muitos passes errados. A 2ª etapa toda também foi assim e o resultado poderia ter sido mais elástico, apesar dos sérios erros de arbitragem contra o Cruzmaltino. Fellipe Bastos e Eder Luis fizeram outra péssima partida.
Nota 2: Diferente do rival na disputa pelo título epicitado, o resultado dos corintianos não era previsto. Esperava uma partida equilibrada (talvez até com uma vitória dos mineiros), caso fosse na Arena do Jacaré, onde o Coelho ganhou 19 dos últimos 25 pontos disputados. Lá, derrotou Vasco por 4x1, por exemplo. Em Uberlândia, diante de milheres de torcedores rivais, desacreditei no sucesso do América. O Corinthians, como todo clube grande que está disputando um campeonato de pontos corridos, não pode perder pontos assim. O resultado foi justo e o América foi, de fato, melhor.
O Tricolor surpreendeu e venceu o Internacional em pleno Beira-Rio. Chegaram aos 56 pontos e ocupam a 3ª posição. O critério de desempate também pode ajudar o time das Laranjeiras a chegar ao título. É a equipe que mais venceu no Brasileiro (18 vezes).
Uma vitória do Colorado reforçaria meu antigo pensamento de que o Fla corria sérios riscos de ficar fora da Libertadores de 2012. Uma ascensão dos gaúchos e a subida do Figueirense poderiam, para mim, retirar o Rubro-Negro da competição do ano que vem. Não acho mais. O Flamengo também venceu seu jogo (5x1 no Cruzeiro) e se distanciou um pouco desses dois rivais. Ainda tem um confronto direto, dentro de casa, contra o Inter. Continuo apenas pensando que o time não deve ser campeão, embora seja, claro, um candidato e esteja na disputa.
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domingo, 6 de novembro de 2011
#Brasileirão - Briga pelo título (Parte 5)
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sábado, 8 de outubro de 2011
Jogo surpreendentemente fraco, mas placar previsível
De todas as surpresas da vitória brasileira por 1x0 sobre a Costa Rica nesta noite, o magro placar é a menor delas. A Seleção de Mano Menezes tem míseros 22 gols em 17 jogos. Média de 1,3 gol por jogo. E não fosse por um momento de oportunismo de Neymar, que acreditou na jogada que Fred não conseguiu concluir, a média seria ainda menor, impossibilitando-me de arredondar o 1,29 para o número acima citado.
O que muito chamou a atenção foram os 45 minutos de "1 toque" entre David Luiz e Thiago Silva. A dupla de zaga parece que buscava se entrosar na 1ª etapa e praticar fundamentos. Sem opções de jogo, já que os laterais não apareciam e os volantes (Ralf e Luiz Gustavo) não iam buscar jogo, os dois defensores trocavam passes atrás até a exaustão. Ficaram ótimos. Sozinhos, talvez, tenham batido o time do Barcelona neste quesito. Em relação ao entrosamento, ficaram devendo, principalmente, nas bolas paradas. Em escanteio para o Brasil, na hora de trocar de posições - em jogadamal ensaiada) - acabaram se esbarrando e caindo. Thiago Silva permaneceu no chão e precisou de assistência médica.
Os apagados Ronaldinho e Lucas sobrecarregaram o nervoso Neymar, que chegou aos 8 gols com a camisa amarelinha. Este voltava até o meio-campo para buscar jogo, mas, sozinho, parava na marcação adversária. O atacante sofria inúmeras faltas, valorizava e revidava. Por duas vezes - e por 2 motivos - o jovem do Santos levou a mão ao rosto de um jogador costa-riquenho. A primeira razão era o número excessivo de infrações que recebia. A segunda, provavelmente, era a irritação de ver o seu jogo não fluir.
A etapa inicial foi tão fraca que Mano Menezes promoveu alterações no intervalo, o que não é muito habitual. Luiz Gustavo deu lugar a Hernanes e Lucas, o qual arriscou um chute de longe que beirou o ridículo, em um dos raros momentos que pegou na bola, saiu para entrada de Oscar. As mudanças foram boas, mas não surtiram o efeito desejado. Os primeiros 15 minutos pareciam um prolongamento da metade anterior da partida.
Quem também acabou entrando foi Daniel Alves. Fábio, o lateral que mais aparecia (e mesmo assim não era muito), saiu lesionado dando lugar ao titular da posição. A entrada do jogador do Barcelona melhorou um pouco o time brasileiro, que passou a ter mais opções de jogadas pelos flancos. De seus pés saiu o único gol do amistoso. Adriano, lateral-esquerdo, errava mais do que acertava.
Após o primeiro tento convertido, o Brasil esteve próximo do 2º. Ronaldinho, menos sumido, optou por cruzar a tentar finalizar e mandou na cabeça de Fred. Este, sem equilíbrio, quase anotou o seu, mas o goleiro evitou. Na sequência, Neymar acertou o travessão. No mais, as lembranças dos momentos finais desta fraca atuação são a tentativa de homicídio praticada por Mora em cima de Jonas, que lhe rendeu um cartão vermelho, e os tolos cartões amarelos recebidos por Daniel Alves e Oscar, já no apagar das luzes de um amistoso contra a Costa Rica. Parabéns para a Seleção, que chegou à 2ª vitória seguida, o que não acontecia há 1 ano.
Veja osmelhores momentos:
O que muito chamou a atenção foram os 45 minutos de "1 toque" entre David Luiz e Thiago Silva. A dupla de zaga parece que buscava se entrosar na 1ª etapa e praticar fundamentos. Sem opções de jogo, já que os laterais não apareciam e os volantes (Ralf e Luiz Gustavo) não iam buscar jogo, os dois defensores trocavam passes atrás até a exaustão. Ficaram ótimos. Sozinhos, talvez, tenham batido o time do Barcelona neste quesito. Em relação ao entrosamento, ficaram devendo, principalmente, nas bolas paradas. Em escanteio para o Brasil, na hora de trocar de posições - em jogada
Os apagados Ronaldinho e Lucas sobrecarregaram o nervoso Neymar, que chegou aos 8 gols com a camisa amarelinha. Este voltava até o meio-campo para buscar jogo, mas, sozinho, parava na marcação adversária. O atacante sofria inúmeras faltas, valorizava e revidava. Por duas vezes - e por 2 motivos - o jovem do Santos levou a mão ao rosto de um jogador costa-riquenho. A primeira razão era o número excessivo de infrações que recebia. A segunda, provavelmente, era a irritação de ver o seu jogo não fluir.
A etapa inicial foi tão fraca que Mano Menezes promoveu alterações no intervalo, o que não é muito habitual. Luiz Gustavo deu lugar a Hernanes e Lucas, o qual arriscou um chute de longe que beirou o ridículo, em um dos raros momentos que pegou na bola, saiu para entrada de Oscar. As mudanças foram boas, mas não surtiram o efeito desejado. Os primeiros 15 minutos pareciam um prolongamento da metade anterior da partida.
Quem também acabou entrando foi Daniel Alves. Fábio, o lateral que mais aparecia (e mesmo assim não era muito), saiu lesionado dando lugar ao titular da posição. A entrada do jogador do Barcelona melhorou um pouco o time brasileiro, que passou a ter mais opções de jogadas pelos flancos. De seus pés saiu o único gol do amistoso. Adriano, lateral-esquerdo, errava mais do que acertava.
Após o primeiro tento convertido, o Brasil esteve próximo do 2º. Ronaldinho, menos sumido, optou por cruzar a tentar finalizar e mandou na cabeça de Fred. Este, sem equilíbrio, quase anotou o seu, mas o goleiro evitou. Na sequência, Neymar acertou o travessão. No mais, as lembranças dos momentos finais desta fraca atuação são a tentativa de homicídio praticada por Mora em cima de Jonas, que lhe rendeu um cartão vermelho, e os tolos cartões amarelos recebidos por Daniel Alves e Oscar, já no apagar das luzes de um amistoso contra a Costa Rica. Parabéns para a Seleção, que chegou à 2ª vitória seguida, o que não acontecia há 1 ano.
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