sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Será mesmo João Vítor inocente?

A crise no Palmeiras parece mesmo não ter fim. Há dias atrás, o volante João Vítor disse ter sido agredido por torcedores palmeirenses em frente à loja oficial do Verdão e registrou a ocorrência na delegacia. No entanto, um dos "agressores" também registrou uma queixa contra o atleta. A polêmica gerou diversas reações de revolta entre os jogadores e culminou com o afastamente definitivo de Kléber. O Gladiador envolveu-se em uma ríspida discussão com Felipão e não atuará mais, segundo o próprio treinador, com a camisa alviverde.

Luiz Felipe Scolari, que já foi ameaçado por grupos de torcedores e encarou-os, disse ter suas dúvidas quanto à inocência do volante e sinalizou, claramente, uma possibilidade de o jogador ter um "rabo preso na história". Ao que parece, o técnico pode ter mesmo razão, provando que conhece bem seu elenco e o que se passa dentro dele.

No vídeo abaixo, João Vítor (de camisa amarela), o cunhado e um amigo aparecem batendo em um torcedor no local. Até então, o indivíduo estava sozinho. Só depois é que chegam para ajudá-lo e a briga prossegue. A filmagem foi divulgada há pouco tempo e tem gerado boa repercussão em muitos sites e programas esportivos da televisão. Assista:


Visto o vídeo acima, a pergunta fica: será mesmo João Vítor inocente? Acredito mais na "intuição" de Felipão. E você? Comente!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

TOP 5 de Atlético-PR 2 x 2 Vasco


Terminou a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Restam apenas 9 jogos para o fim do Brasileirão e a competição está longe de acabar. Nervosismo, agonia e fortes emoções serão fiéis companheiros de milhões de torcedores espalhados pelo país. Tanto os que torcem pelo titulo, quanto os que mantém esperanças de ver seu time permanecer na elite do futebol nacional. Hoje, o empate entre Vasco e Atlético-PR embolou ainda mais a tabela.

Conclusões e críticas pós-jogo:

1) 4 pontos separam o LÍDER Corinthians para o 6º colocado Fluminense. Há 6 equipes com chances claras de levantar o troféu no dia 4 de dezembro.

2) Cristóvão Borges errou ao escalar Felipe na lateral-esquerda e Jumar no meio-campo. O volante já desempenhou várias vezes o papel improvisado no flanco esquerdo e Felipe, recém operado do joelho e com idade avançada, não rende tanto na posição, quanto rendia no início da carreira. Além disso, o Vasco jogou com 3 volantes no centro (Rômulo, Jumar e Fellipe Bastos).

Nem mesmo quando Rômulo teve que ser substituído machucado a composição central mudou. Allan entrou no seu lugar e Felipe foi mantido na esquerda. As principais jogadas do Atlético-PR vieram da direita, com Wagner Diniz, ex-Vasco, aproveitando os espaços deixados pelo Maestro. O time ainda perdeu sua força criativa no meio.

3) Nunca, em hipótese alguma, Elton pode ser reserva de Alecsandro. O ex-Colorado tem a pior média de gols entre todos os atacantes do Brasileiro. Elton, o reserva, sempre faz gols. Hoje foram dois, uma bola na trave e um anulado (corretamente).

4) Ver Renato Silva como titular faz o torcedor chorar copiosamente a saída de Anderson Martins. Incrível como o jogador falha. Atrapalhou-se com a bola e deixou espaço às suas costas. Permitiu que Paulo Baier, livre dentro da pequena área, fizesse um gol, antecipando-se à marcação do zagueiro.

5) Sem Juninho, o meio-campo do Vasco perde muito em posse de bola, criação de jogadas, experiência e bola parada. Faz muita falta.

O Palmeiras e a crise sem fim

Nesta noite de quarta-feira, o Flamengo saiu na frente, mas permitiu que o Palmeiras empatasse. O jogo terminou em 1x1. Péssimo para o Rubro-Negro que, jogando em casa, perdeu a oportunidade de somar dois outros pontos contra o time de Felipão - mergulhado nas crises - e encostar de vez nos líderes do Campeonato Brasileiro, firmando ainda mais sua candidatura ao título. Motivo de comemoração para o Verdão, não fossem as intrigas que rondam os batidores do Palestra.

Recentemente, o jogador João Vítor foi agredido por um grupo de torcedores em frente à loja oficial do clube. O volante registrou queixa na delegacia e se pronunciará oficialmente sobre o assunto nesta quinta-feira. No entanto, um torcedor também registrou queixa contra o jogador. Talvez, por sentir que o atleta possa ter "culpa no cartório", Felipão não tenha, dessa vez, batido de frente com a organizada, como já fez esse ano.

Quando Felipão se dirigiu ao grupo lamentando o ocorrido e disse que "este tipo de coisa (a agressão) acontece, mas o rapaz está bem. Vamos para o jogo.", a polêmica se extendeu a Kléber. O atacante rispidamente indagou: "Foram na sua casa? Foram na minha!", referindo-se a torcedores da Mancha Verde. A resposta fez com que o jogador e Felipão batessem boca.

Agora, convenhamos, esse tipo de coisa não acontece. Ou não poderia acontecer. É incrível como, no Palmeiras, tudo se torna possível. Nada se resolve. Todos os problemas vão se acumulando e formando uma bola de neve até chegar ao ponto de um jogador ser agredido. E Kléber, com o bom oportunismo de um atacante, aproveitou a chance e estourou - como se precisasse - mais uma bomba dentro do clube. Perdeu ótima chance de permanecer calado.

Desde que chegou pela primeira vez ao Palmeiras, o Gladiador tem uma relação de amor e ódio com o clube. O que não falta são polêmicas envolvendo o nome do jogador, um dos principais do time. Uma conturbada transferência para o Cruzeiro, com torcedores o chamando de mercenário; críticas públicas, via Twitter e entrevistas, criticando e ofendendo o vice-presidente Roberto Frizzo; a possível ida para o Flamengo; discussões com Luiz Felipe Scolari; entre muitas outras. Se fosse listar todas, não concluiria este post ainda hoje. Sempre foi perdoado pelo treinador e diretoria.

Dessa vez, porém, parece ser diferente. A paciência dos dirigentes e de Felipão parece ter chegado ao fim. O jogador não viajou para o Rio de Janeiro e Luiz Felipe Scolari disse que Kléber não jogará mais pelo Palmeiras, em entrevista pós jogo.

O atacante entende que o treinador joga a torcida contra o elenco ao reclamar publicamente do time e falar de reforços para 2012. Não acho que seja completamente verdade, mas o jogador pode ter uma parcela de razão. Perde toda ela quando joga na imprensa esse tipo de irritação com o comandante, ao invés de resolver internamente com o próprio.


Os fatos são:

1) Talvez, as críticas públicas piorem, realmente, o ambiente interno.
2) Se Felipão faz críticas ao elenco, Kléber faz aos dirigentes e ao técnico. Ou seja, Kléber critica o treinador por ele fazer uma coisa e, assim, faz o mesmo.
3) O elenco palmeirense é, de fato, muito fraco. Felipão deve, com urgência, pensar em reforços para o ano de 2012, pois está a cada rodada mais afastado da briga pela classificação para a Libertadores. A disputa pelo título já foi abandonada.
4) Luiz Felipe Scolari tem também sua culpa em relação à qualidade do time. O treinador não conseguiu formar uma equipe competitiva. É ele quem comanda tudo.
5) Felipão já, publicamente, defendeu alguns de seus jogadores, perseguidos pela torcida, como Marcos Assunção e Luan, assumindo toda a responsabilidade pela escalação deles e possíveis más atuações.
6) Nunca, com nenhum treinador, Kléber foi capitão de um time que defendeu. Só com Felipão.

Entre um e outro, fico com o técnico e continuo acreditando no que pensava. Palmeiras: ruim com Felipão, pior sem ele.

Em breve, as especulações em torno do futuro de Kléber surgirão. Onde o atacante vai jogar? Você gostaria de vê-lo com a camisa do seu time? Eu não.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TOP 10 de Brasil 2 x 1 México

Há cerca de 3 horas atrás, a Seleção Brasileira venceu o amistoso contra o México em Torreón, por 2x1, de virada. Os gols foram marcados por David Luiz (contra), Ronaldinho Gaúcho e Neymar. Dentre os principais acontecimentos do jogo, fiz uma lista destacando 10 itens:

1) É, a cada amistoso, mais difícil defender as atuações de Daniel Alves. Sempre falhando muito, o lateral esquece na Espanha o futebol que joga no Barcelona e que o consagra na seleta lista dos melhores da posição. Hoje não foi diferente. Além de cometer um pênalti tolo, foi expulso na sequência por exagerar na reclamação. Incrível como um jogador com tantos títulos de bagagem na carreira pode cair na besteira de errar duplamente desta forma. O Brasil ficou com um a menos durante todo o jogo.

2) Jefferson vai se firmando. O goleiro do Botafogo pegou o pênalti (adiantou-se um pouco, mas pegou) e fez uma espetacular defesa após cabeceamento de Chicarito, no 2º tempo. Foi absolutamente fundamental para a virada. Na minha seleção seria titular no lugar de Júlio César.

3) Ronaldinho e Neymar não brilharam, mas foram (e são) importantes. O atacante santista se movimenta bem e parte para cima. Em uma dessas, descolou a falta cobrada com perfeição por R10. Mesmo apagado, sem brilhantismos, o meia acertou um chute de rara precisão e saiu aplaudido de pé pelo público mexicano.


4) Marcelo foi, novamente, absoluto na lateral-esquerda. Diferentemente do parceiro de seleção e rival no Espanhol que ocupa o outro flanco, o ex-jogador do Fluminense não deixa a menor dúvida de que é o dono da vaga. Até mesmo pela falta de concorrentes à altura. Fez o gol da virada.

5) Fernandinho não repetiu o bom jogo de sua última aparição com a amarelinha. O meio-campista não marcou bem e também não criou jogadas. Esse meio-campo é um dos setores que mais oscilam. Os volantes pouco se apresentam atrás para sair jogando e dar opções aos defensores e não costumam distribuir bem o jogo. Nesta tarefa, inclusive, Lucas Leiva tem desapontado. Seria bom ver Sandro, do Tottenham, disputar algumas partidas para avaliar seu desempenho. Os meus titulares seriam Sandro (dependendo de como jogasse) ou o ex-gremista Lucas para 1º volante e Hernanes para 2º.

6) Em determinados momentos o Brasil variava seu 4-2-3-1 para um 4-2-2-2, com (do meio para frente) Lucas Leiva e Fernandinho; Ronaldinho e Lucas; Neymar e Hulk, esses dois abertos, respectivamente, na esquerda e direita. Não gostei. Foi uma circunstância do jogo que deixou o time demasiadamente afunilado (e o setor central superlotado, com atletas muito próximos uns dos outros), para onde esse sistema tático, defeituosamente, acaba correndo.

7) Também não gostei do time sem uma referência no ataque. O sistema sem um jogador centralizado na frente acabou deixando Lucas perdido em campo. Neymar jogou na esquerda e Hulk, ao invés de fazer a função de centroavante, ficou na direita, sua posição no Porto-POR. A constante rotação dos dois atacantes desorientou o jovem são-paulino, que ainda não é um jogador formado. Ele foi mal. De qualquer forma foi um bom teste para observar que não é possível jogar com este trio nessas funções.

8) Já Hulk foi muito bem. O jogador teve boa movimentação, arriscou chutes a gol e deixou Neymar em condições de marcar, após lindo passe de letra. Foi o melhor da 1ª etapa e mostrou merecer estar na Seleção.


9) O número do item já diz tudo. O Brasil precisa de um camisa 9 e parece ter encontrado. Porém, Leandro Damião está lesionado. Se tivesse jogado no lugar de Lucas, poderia facilitar o trabalho dos outros atacantes (Neymar e Hulk), fazendo o papel de pivô. Neymar, destro, na esquerda, e Hulk, canhoto, na direita, poderiam buscar o Artilheiro do Brasil na hora de cortar para dentro, tabelar e finalizar a gol. Contudo, foi bom deixar Fred (em má fase) no banco para avaliar todos os jogadores. Amistoso é mesmo para tirar dúvidas.

10) A falha do bom zagueiro David Luiz, que marcou gol contra, pode pesar em detrimento de sua titularidade no time canarinho. Mano Menezes, ao não convocar Lúcio, disse que estava querendo avaliar mais uma vez o defensor do Chelsea com Thiago Silva, pois os dois vinham fazendo boa dupla no início de seu trabalho. Não achei que tenha sido uma falha tão grosseira assim. Foi mais uma infelicidade do que qualquer outra coisa. No entanto, nunca vi Dedé ter esse tipo de "infelicidade". Reserva na Inglaterra e, para mim, na Seleção também. Seria, no mínimo, interessante ver em ação a dupla Thiago Silva e Dedé junta.

Veja os gols:

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A injustificável fúria de Abelão no Fla-Flu

Melhor durante todo o jogo, o Fluminense, de virada, acabou levando a pior para o Flamengo no Fla-Flu de domingo: 3x2 para o Rubro-Negro. Revoltados, Abel Braga e seus comandados não pouparam críticas ao árbitro.


O Fluminense pressionava o rival e, de cabeça, chegou ao primeiro gol com Rafael Sóbis. Seguiu pressionando, esteve mais perto de fazer o 2º do que de levar o 1º, mas acabou sofrendo o empate, vindo dos pés de Thiago Neves, agora do outro lado. O Flu não desanimou, continuou soberano e ficou, novamente, na frente do placar com Lanzini, mais uma vez de cabeça. Foi então que Bottinelli começou seu show particular e comandou a virada. O meia argentino, de muito longe, acertou bela cobrança de falta. A bola bateu na trave, voltou no corpo de Diego Cavalieri e entrou. Cerca de 5 minutos depois, o mesmo jogador converteu um belo arremate de fora da área e deu números finais ao clássico carioca. Veja os melhores momentos:


A grande polêmica da partida, que rendeu tantas críticas, foi a falta que originou o 2º gol do Fla, a qual os tricolores atribuíram à má intenção do juiz, teoricamente interessado em beneficiar os flamenguistas. A falta, realmente, não existiu, mas não era um lance simples. Dependendo do ângulo, de fato, dava a impressão de ter acontecido a infração. De qualquer forma, se houvesse interesse real em beneficiar um dos lados, qual o sentido de assinalar uma falta de tão longa distância? As reclamações foram exageradas. Abaixo, uma das críticas do treinador:


Convenhamos, também, que a ira do Tricolor não foi com o árbitro, mas consigo mesmo. Era raiva por ter perdido um jogo que deveria ter vencido. Um jogo no qual foi melhor. Um jogo com a casa cheia. Um jogo contra o maior rival. Um jogo em que o Flamengo estava mutilado, sem Ronaldinho, Willians e Aírton, por exemplo. Um jogo que os lançaria fortes à candidatura para o título do Brasileiro. Um jogo que foi perdido em 5 minutos, com dois gols de muito longe. Um jogo em que esses gols foram marcados por um reserva, que entrou no início do 2º tempo. Um jogo que... "Chega!", diria um tricolor não suportando mais as vozes ecoando em sua cabeça. E assim ocorreu no domingo. Os tricolores não aguentaram a frustração da inexplicável perda e atacaram o lado mais frágil - a arbitragem - atribuindo à ela a culpa pelo fracasso.

Bottinelli comemora um de seus gols pelo Flamengo no domingo.
O que significa o resultado de domingo para os dois clubes:

Independente do placar desse jogo, as duas equipes ainda estão na briga pelo título. Claro que um se aproximou do líder e outro se afastou, mas ambos ainda estão na luta. Não quer dizer que serão campeões. E até acredito que, realmente, não sejam. Mas têm chances.

O Fluminense ficou a 7 pontos de diferença para o 1º colocado Corinthians, mas apresentou um bom futebol. Não ter vencido foi uma fatalidade. Certamente, se continuar a jogar bem, os resultados virão e, com eles, uma ascensão na tabela, levando o Tricolor a disputar o bicampeonato consecutivo. Vale ressaltar que o Flu é o líder do 2º turno, com 19 pontos conquistados.

Já o Flamengo, o oposto. O time não jogou bem, porém conseguiu os 3 pontos. E tem conseguido. O time de Vanderlei Luxemburgo vem crescendo em um momento crucial da competição e está a 4 pontos do Timão. O Rubro-Negro voltou a não perder. São 5 jogos sem ser derrotado: 2 empates e 3 vitórias (nos 3 últimos confrontos). Vale lembrar que o Flamengo de 2009 foi o único clube na história dos pontos corridos que conseguiu tirar uma diferença tão grande em tão pouco tempo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Em quem pôr a culpa?

A rodada passou e a liderança foi embora. Torcedores mais exaltados e mais apreensivos a cada jogo, inconformados com outra derrota pesada do time que torcem (para ver todas elas, clique aqui), procuram os culpados pelo resultado negativo e esquecem-se da normalidade que é perder para o Internacional no Beira-Rio, um resultado já previsto na chamada classificação planejada.

A apenas um ponto de distância do líder, o Vasco (50) continua na briga pelo título do Brasileiro. Poderá perdê-lo. Mas também poderá ganhá-lo. Em caso de a conquista escapar, não será por conta do jogo de ontem ou de uma eventual derrota para o rival Flamengo na última rodada, como já especulam. Será por culpa daquele Vasco 1 x 1 Figueirense (4ª rodada), em São Januário, que teve gol de Aloísio aos 44' do 2º tempo. Será por culpa daquele Grêmio 1 x 1 Vasco (5ª rodada), com gol de Roberson aos 39' do 2º tempo. Será por culpa do 1x1, em casa, contra o Bahia (12ª rodada). E será por culpa de uma série de outros tropeços que um time que ambiciona a conquista nacional não pode ter. Um time com esse desejo não pode perder pontos para Figueirenses, Bahias e Américas (4x1), por exemplo.


"E o Vasco perdeu esses pontos por culpa do Cristóvão Borges, que não sabe mexer; Marcio Careca, que é o pior lateral-esquerdo do mundo; e Victor Ramos, reserva do Renato Silva", dirá esse mesmo grupo de torcedores exaltados com a emoção da derrota e cegueira da paixão pelo clube do coração.

Não foi por isso. O Vasco é, hoje, reconhecidamente, um time de futebol coletivo. Só quando o time inteiro vai bem, as qualidades individuais sobressaem, como já falava Ricardo Gomes. O time ganha e perde junto. Assim, seria injusto individualizar as responsabilidades.

Nota: Antes de prosseguir, uma pequena nota para críticos do interino. Cristóvão Borges assumiu o Vasco exatamente no início do 2º turno. Pegou o time quando era o 4º colocado, disputada toda a 1º parte do Brasileiro. Hoje, analisando-se apenas a tabela deste turno, o Vasco também é o 4º, da mesma maneira que Ricardo Gomes havia deixado. Somadas as campanhas dos dois turnos, o Cruzmaltino é o 2º na tabela.


Da mesma forma que Márcio Careca errou (e muito) contra o Corinthians, no 2x2 dentro de São Januário, rendendo-lhe sonoras vaias, Alecsandro - um dos heróis na final contra o Coritiba que rendeu o inédito título da Copa do Brasil - também falhou ao errar um tolo e inoportuno passe de calcanhar, que originou o 2º gol do rival, nesse mesmo duelo.

Diego Souza e Eder Luis, alguns dos pilares da boa campanha vascaína, erraram ao longo do Campeonato. O camisa 10 chutou os 3 pontos em cima do goleiro do Figueirense (23ª rodada), aos 45' do 2º tempo. O jogo acabou empatado por 1x1. Na 25ª, perdeu gol claro acertando a trave, de cabeça, no empate de 1x1 com o Atlético-GO, em São Januário. Nessa mesma partida, Eder Luis perdeu oportunidade claríssima de gol. Na sequência, Anselmo abriu o placar para o visitantes. Falha de marcação na zaga.

Até Dedé e Fernando Prass, que salvam diariamente o clube que defendem as cores, erraram. Naquela derrota de 3x0 para o Cruzeiro, em São Januário, o lance que originou o escanteio aconteceu após lambança de Prass. Na cobrança, falha de posicionamento defensivo. Já o 2º gol nasceu em cima do "Mito", em uma das raras vezes que foi batido (única que me recordo).

Quando o futebol do time flui, Diego Souza é capaz de se destacar e fazer 3 fantásticos gols, como ocorreu contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas (3x0 para o Vasco). Ou contra o Santos, em São Januário, na vitória por 2x0 com um gol dele e outro de Dedé. Quando não flui, os mais habilidosos parecem apagar seus talentos com a bola e aprimorar outro tipo de dádiva, mais parecida com a camuflagem. Viram uma espécie de atores com medo do espetáculo e confundem-se com a grama, passando quase despercebidos pelo respeitável público.

O que acontece no Vasco não é única e exclusiva responsabilidade de A, B, C ou D. É resultado de um trabalho de todos. As obrigações ofensiva e defensiva começam onde está Fernando Prass e vão até Elton ou Alecsandro, de norte a sul do gramado. Espande-se de leste a oeste. Fazem parte das tarefas de cada jogador. A preocupação com a defesa começa no ataque e a mentalidade de atacar começa na defesa. No Vasco, como já dizia o jornalista e blogueiro Claudio Fernandez, é "um por todos e todos por Ricardo Gomes".

domingo, 9 de outubro de 2011

De volta às goleadas

O Vasco é um dos times que menos perdeu no Brasileiro. Até agora, soma 6 derrotas - mesmo número que o 9º colocado Palmeiras. Nesse quesito, só o Flamengo está melhor, tendo perdido apenas 5 dos seus 28 jogos disputados. No entanto, quando perde, o Cruzmaltino é, quase sempre, goleado por seus adversários. Veja abaixo:

3ª rodada: Coritiba 5 x 1 Vasco (ambos os clubes usaram times reservas)
7ª rodada: Vasco 0 x 3 Cruzeiro
8ª rodada: Corinthians 2 x 1 Vasco - única exceção
15ª rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco
21ª rodada: América-MG 4 x 1 Vasco
28ª rodada: Internacional 3 x 0 Vasco

Em outras palavras, 83,33% das vezes que perdeu, o Gigante da Colina foi goleado. Também em 83,33% mereceu perder por um dilatado placar, pois foi nitidamente inferior que o adversário. Contra o Cruzeiro, em São Januário, foi superior. E só. De resto, as pesadas derrotas foram, no mínimo, justas.

Hoje, a superioridade colorada foi tanta que nem os dois erros capitais da arbitragem de Alício Pena Júnior são capazes de desmerecer o jogo feito pelos comandados de Dorival Júnior. Pelo contrário. Os jogadores do Inter mereciam um juiz que tivesse assinalado o pênalti claro sofrido por Diego Rosa e não marcasse a falta inexistente que originiou o 2º gol do time da casa. Venceriam da mesma maneira, mas sem as manchas deixadas pelo árbitro.