Não foi só Demba Ba, do Newcastle, que fez um hat-trick na 10ª rodada do Inglês. Van Persie, o homem-gol do Arsenal, também deixou 3 vezes a sua marca na vitória épica sobre o Chelsea, em Stamford Bridge, por 5x3, de virada. A fantástica forma recente do atacante deixa os torcedores ansiosos por sua renovação de contrato. São, pela Premier League, 28 gols nos últimos 27 jogos.
Mais uma vez, Wenger estava certo. O treinador citou, em uma de suas últimas entrevistas, aqueles que criticavam a função do holandês como centroavante. Para os críticos, o jogador deveria atuar aberto pelo lado direito para puxar para dentro e chutar a gol (é canhoto). Já o treinador francês disse que Van Persie é, de fato, um atacante de área. Diferente dos demais, mas, ainda assim, atacante de área. Versátil, ele realmente pode atuar no flanco direito, mas Arsène acerta ao escalá-lo na atual função.
Outro acerto do francês pode ter sido a contratação de André Santos. O lateral-esquerdo alterna bons momentos no ataque com algumas falhas defensivas, mas ganha muitos elogios dos companheiros de time e do técnico. "André Santos foi brilhante. Parece que ele já está na Premier League há muitos anos", disse Walcott. Pela primeira vez, o brasileiro marcou na Premier League com a camisa do Arsenal. Foi o 2º gol dos Gunners no jogo, o empate naquele momento.
Muito criticado no Brasil por suas exibições à serviço da Seleção Brasileira, André Santos tem uma boa oportunidade de voltar a vestir a camisa amarelinha se mantiver o nível de suas atuações na Inglaterra. Não para ser titular, pois a vaga naquele flanco parece já ter dono: Marcelo. Mas, se continuar assim, pode e deve ganhar vaga no banco. Aliás, no mínimo incoerente a posição de Mano Menezes trocar seu titular e manter o reserva Adriano. Santos foi titular nas 12 partidas que disputou. Era figura habitual na lista do treinador. Quando o lateral falhou e as críticas aumentaram, parou de chamá-lo. Porém, o reserva continuou lá. Estranho trocar titulares e manter reservas nas convocações. Terá sido falta de pulso firme para administrar a pressão do cargo e se responsabilizar por seus jogadores?
Nota: Não estou dizendo que André Santos é superior a Adriano, do Barcelona, ou vice-versa. Nenhum dos dois convence. Só estou enfatizando a incoerência do treinador de manter seus reservas nas convocações e retirar os titulares. A lógica seria chamar o jogador do Arsenal para ser alternativa a Marcelo, do Real Madri. Nesse contexto, o atleta do Barça seria cortado.
Voltando ao Arsenal: o time que teve um trágico início de temporada, marcado pela histórica goleada de 8x2 para o Manchester United, vai voltando aos poucos a se encontrar. Na metade superior da tabela, em 7º lugar, com 16 pontos conquistados, 3 a menos que o Chelsea (4º), clube que derrotou no domingo, os gunners vão recuperando a confiança. A declaração de Theo Walcott mostra isso: "do jeito que estamos jogando, nós acreditamos que podemos vencer qualquer um".
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
#PremierLeague - Van Persie, André Santos e virada em Stamford Bridge
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Sobreviverão?
A frase "Sobreviveremos sem Fàbregas se estivermos unidos.", de Arsene Wenger, ainda gera grande desconfiança quanto a sua veracidade. Principalmente, depois de o time londrino ter sofrido a emblemática derrota de 8x2 para os rivais de Manchester. Nunca o "young soccer" do treinador francês foi tão questionado.
Contrariando a lógica dos grandes clubes do cenário europeu, o Arsenal há anos vem adotando a filosofia de contratar jogadores jovens que tem qualidade destacada dos demais, ao invés de atletas renomados. Isso levou o clube, nos últimos anos, a ter um futebol mundialmente reconhecido como um dos mais bem jogados. As equipes montadas por Wenger são ágeis e talentosas, porém não aparenta ser esse o caso do elenco atual. Com a mesma média de idade do time do Man U (23 anos), os Gunners levaram a maior goleada de sua história para os Red Devils. Ao que parece, só a referida união poderá salvar o time da capital de uma temporada vergonhosa neste ano.
Os Gunners, que já tinham um setor defensivo muito fraco, perderam sua força no meio-campo com as saídas de Fàbregas e Nasri - estrelas da equipe. O último, além de enfraquecer o time com sua saída, reforçou um rival da Premier League, assim como fez Gael Clichy, lateral-esquerdo.
Pior do que a relutância de Wenger em gastar as cifras milionárias que tem à sua disposição (só com as vendas eram cerca de 60 milhões de libras), é a aparente falta de organização para gerir o plantel este ano. Dois dos principais jogadores do time saíram já no mês de agosto, terminada a pré-temporada. Um deles (Cesc Fàbregas) era o capitão. Como um time que ambiciona títulos pode vender seu astro na metade de agosto? Aliás, foi por querer títulos que Samir Nasri disse ter decidido sair da equipe londrina.
No Manchester City, ele continuará atuando ao lado de Clichy, lateral-esquerdo de 26 anos que deixou os Gunners para que Kieran Gibbs, 21, pudesse desenvolver seu potencial e herdasse a posição. Até aí tudo bem. Prevalecia o pensamento que Wenger vem estruturando no clube. Porém, o treinador francês, de última hora, acertou a contratação do lateral brasileiro André Santos, 28, pelo mesmo valor que recebeu com a venda do antigo titular. A transferência soou como um ato de desespero em relação à situação do clube e contrariou a coerência do técnico francês. André Santos não é mal jogador, mas não merece - pelo menos até o momento - a titularidade do Arsenal. Além disso, não vale a mesma quantia que Clichy. Ou os Gunners venderam muito barato o ex-jogador da equipe, ou pagaram alto para contar com o brasileiro.
A contratação de André Santos não foi a única que movimentou o último dia da janela de transferências, recém encerrada. Sim, o Arsenal efetuou diversas contratações em cima da hora, aos "45 do segundo tempo", o que reflete o mal planejamento do clube. Park Chu-Young (Mônaco, 26, atacante), Mikel Arteta, (Everton, 29, meio-campo), Per Mertesacker (Werder Bremen, 26, zagueiro) e Yossi Benayoun (Chelsea, 31, meio-campo) juntaram-se ao ex-Fenerbaçhe no dia 31 de agosto. Nota-se que nenhum dos atletas citados é jovem, no perfil que agrada Arsene. Dentre os 9 contratados na época, 1/3 deles, apenas, corresponde à filosofia do francês. São eles: Joel Campbell (19), Alex Oxlade-Chamberlain (18) e Jenkison (19).
O fracasso dos Gunners em trazer novos jogadores também não pode passar despercebido. Eljero Elia, 24, meia-atacante que estava sendo especulado no time londrino acabou assinando pelo Juventus-ITA (9 milhões de euros). Wenger, surpreendentemente, ofereceu 40 milhões de euros por outro meia-atacante, o jovem Mario Götze, 19, sensação do futebol alemão, revelação do Borussia Dortmund que chegou a fazer gol na Seleção Brasileira no amistoso de Stuttgart. Os alemães seguraram o atleta. Por fim, um terceiro fracasso foi a tentativa de retirar Gourcouff, 25, formado no Milan-ITA, do Lyon-FRA. Gilles Grimandi (olheiro), também no último dia de janela aberta, ligou para os franceses para saber da disponibilidade de empréstimo do jogador. A história que ocorreu com Kaká se repetiu.
Sem dúvida alguma Wenger é um grande treinador, mas há 6 anos não conquista um título. Assim como o comandante, o Arsenal é grande e amarga os mesmos 6 anos sem conquistas. Arsene tem apenas a opção de mudar esse caminho e reverter os acontecimentos. Em 3 jogos da Premier League, os Gunners perderam dois e empataram um (1 ponto de 9 disputados). Por pouco se classificaram para a fase de grupos da Copa dos Campeões. A desordem é tão grande que não dá para culpar, inteiramente, a saída de Fàbregas por toda a crise que gira o Emirates. O meia trocou 8 anos de Arsenal e 2 títulos, por 8 dias de Barcelona e 2 títulos.
Contrariando a lógica dos grandes clubes do cenário europeu, o Arsenal há anos vem adotando a filosofia de contratar jogadores jovens que tem qualidade destacada dos demais, ao invés de atletas renomados. Isso levou o clube, nos últimos anos, a ter um futebol mundialmente reconhecido como um dos mais bem jogados. As equipes montadas por Wenger são ágeis e talentosas, porém não aparenta ser esse o caso do elenco atual. Com a mesma média de idade do time do Man U (23 anos), os Gunners levaram a maior goleada de sua história para os Red Devils. Ao que parece, só a referida união poderá salvar o time da capital de uma temporada vergonhosa neste ano.
Os Gunners, que já tinham um setor defensivo muito fraco, perderam sua força no meio-campo com as saídas de Fàbregas e Nasri - estrelas da equipe. O último, além de enfraquecer o time com sua saída, reforçou um rival da Premier League, assim como fez Gael Clichy, lateral-esquerdo.
Pior do que a relutância de Wenger em gastar as cifras milionárias que tem à sua disposição (só com as vendas eram cerca de 60 milhões de libras), é a aparente falta de organização para gerir o plantel este ano. Dois dos principais jogadores do time saíram já no mês de agosto, terminada a pré-temporada. Um deles (Cesc Fàbregas) era o capitão. Como um time que ambiciona títulos pode vender seu astro na metade de agosto? Aliás, foi por querer títulos que Samir Nasri disse ter decidido sair da equipe londrina.
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| Arsene Wenger: 6 anos sem conquistas e muita pressão em torno de seu "young soccer". |
A contratação de André Santos não foi a única que movimentou o último dia da janela de transferências, recém encerrada. Sim, o Arsenal efetuou diversas contratações em cima da hora, aos "45 do segundo tempo", o que reflete o mal planejamento do clube. Park Chu-Young (Mônaco, 26, atacante), Mikel Arteta, (Everton, 29, meio-campo), Per Mertesacker (Werder Bremen, 26, zagueiro) e Yossi Benayoun (Chelsea, 31, meio-campo) juntaram-se ao ex-Fenerbaçhe no dia 31 de agosto. Nota-se que nenhum dos atletas citados é jovem, no perfil que agrada Arsene. Dentre os 9 contratados na época, 1/3 deles, apenas, corresponde à filosofia do francês. São eles: Joel Campbell (19), Alex Oxlade-Chamberlain (18) e Jenkison (19).
O fracasso dos Gunners em trazer novos jogadores também não pode passar despercebido. Eljero Elia, 24, meia-atacante que estava sendo especulado no time londrino acabou assinando pelo Juventus-ITA (9 milhões de euros). Wenger, surpreendentemente, ofereceu 40 milhões de euros por outro meia-atacante, o jovem Mario Götze, 19, sensação do futebol alemão, revelação do Borussia Dortmund que chegou a fazer gol na Seleção Brasileira no amistoso de Stuttgart. Os alemães seguraram o atleta. Por fim, um terceiro fracasso foi a tentativa de retirar Gourcouff, 25, formado no Milan-ITA, do Lyon-FRA. Gilles Grimandi (olheiro), também no último dia de janela aberta, ligou para os franceses para saber da disponibilidade de empréstimo do jogador. A história que ocorreu com Kaká se repetiu.
Sem dúvida alguma Wenger é um grande treinador, mas há 6 anos não conquista um título. Assim como o comandante, o Arsenal é grande e amarga os mesmos 6 anos sem conquistas. Arsene tem apenas a opção de mudar esse caminho e reverter os acontecimentos. Em 3 jogos da Premier League, os Gunners perderam dois e empataram um (1 ponto de 9 disputados). Por pouco se classificaram para a fase de grupos da Copa dos Campeões. A desordem é tão grande que não dá para culpar, inteiramente, a saída de Fàbregas por toda a crise que gira o Emirates. O meia trocou 8 anos de Arsenal e 2 títulos, por 8 dias de Barcelona e 2 títulos.
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